Para Meditar

(publicada na edição nº 355, dezembro de 2005)

O Natal se aproxima. Religiões de todo o mundo, com poucas exceções vão comemorar o dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Trata-se da data magna da cristandade, que infelizmente não é respeitada em sua plenitude como deveria sê-lo.

Os povos estão muito desgastados pelo amontoado de acontecimentos que estão vivenciando no mundo atual e que contrariam, de forma violenta, os preceitos de amor e solidariedade.

Não obstante tantos transtornos que infernizam homens e mulheres, não se deve instigar ou agravar situações desfavoráveis com relação à convivência de todos aqui no plano terreno.

No que diz respeito ao relacionamento do ser humano, nota-se, com pesar, que às vezes o indivíduo por motivo banal, alimenta por anos a fio sentimentos negativos em relação ao seu semelhante, em muitos casos por mero capricho ou por não querer dar o braço a torcer, atitudes condenáveis que na verdade só fazem sofrer.

O ser humano infelizmente pode ser cruel, vingativo, prepotente, indiferente, ambicioso, enfim voltado para outros atos perniciosos, todos sujeitos a conseqüências imprevisíveis; mas pode também, graças a Deus, ser meigo, companheiro, amigo, atencioso, liberal e ainda portador de outras boas qualidades, todas capazes de lhe fazer feliz, bastando para tanto o cultivo de sentimentos nobres, especialmente de amor e de solidariedade.

Existem casos em que a pessoa tem a oportunidade de se desvencilhar para sempre do egoísmo de que é possuidor, e não aproveita, esquecendo-se que nem sempre a chance de fazê-lo lhe é oferecida duas vezes.

Muitos preferem viver amargurados e infelizes, curtindo a indiferença e a mesquinhez, mesmo sabendo que tal procedimento não é nada saudável à luz dos princípios do amor pregado por Jesus Cristo.

Para a nossa felicidade devemos repelir o antagonismo, o sentimento de vingança ou qualquer outro procedimento negativo, os quais contrariam a meta do bom viver.

Jesus está a nos observar. Não podemos e não devemos decepcioná-lo. Ele só nos legou bons exemplos.

Devemos, todos, num gesto de boa vontade, comemorar com alegria e paz no coração, o Natal que se aproxima, colaborando espontaneamente com aqueles que necessitam de amparo, seja espiritual ou material, estendendo-lhes a mão amiga, aguardada ansiosamente durante um ano inteiro.