Essas mulheres!…

(publicado na edição nº 357, janeiro de 2006)

Dizem que “o mundo é das mulheres”. Até que em parte o autor da frase teve razão ao formulá-la. Ela pode ser considerada verdadeira e inteligente. Trata-se de uma expressão que se adapta muito bem ao que se percebe no mundo contemporâneo.

Exaltar a mulher é sabedoria, é justiça.

Na verdade, as mulheres, de todas as classes sociais, vêm conquistando por merecimento, em ritmo acelerado, direitos que antes lhes eram negados, inclusive o de trabalharem fora de casa.

No mundo da beleza física as mulheres, principalmente as brasileiras, se destacam, e, no mundo artístico, notadamente na televisão e no rádio, elas têm certa predominância sobre os homens, pois atraem admiradores de todas as idades, com as suas atuações nesses veículos de massa.

Não se pode negar que as mulheres representam, vida e alegria, e na sua quase totalidade são belas, quando não fisicamente, pelo menos o são espiritual ou carismaticamente.

Mesmo as que não possuem físico ou rosto bonitos, se destacam por algo que pode ser, inteligência, glamour, amor à família e por outros atributos dignos de reconhecimento, que fascinam e conquistam corações.

Nota-se que as mulheres vêm crescendo vertiginosamente no meio social, não sendo demais afirmar que do modo que as coisas caminham, não será surpresa se elas vierem a governar num futuro não muito distante, se não todo o mundo, pelo menos uma boa parte dele, pois competência, coragem, senso de responsabilidade, não lhes falta, o que afasta aquela versão, nada lisonjeira, de que a mulher é sexo frágil.

Interessadas e estudiosas que são, vêm elas se destacando nos concursos públicos, já ultrapassando aos homens em muitos setores da governança federal, estadual, municipal e em outros cargos relativos à segurança do país.

No comércio, nos consultórios, hospitais, repartições públicas, colégios e em vários outros setores da vida ativa do país, a presença das mulheres é marcante. Elas não deixam por menos. São determinadas naquilo a que se propõem. Daí, o sucesso que vêm conquistando dia após dia.

Muitas delas, mães extremosas, sofredoras por motivos os mais diversos, inclusive separações, infidelidade dos companheiros, tragédias, etc., não arredam o pé da postura de honestas e batalhadoras, resguardando a própria honra e a da família, não se dando por derrotadas diante de revés sofridos, sendo de se notar que uma grande parte carrega o pesado fardo de criação, educação e sustento dos filhos, em face da ausência dos chamados “chefes da casa”.

As mulheres, na sua maioria, são compreensivas, amorosas, fiéis, companheiras nos momentos mais difíceis, virtudes que vitalizam todos aqueles que sofrem e que delas se acercam, privados, por contingência, dos louros da felicidade.

Na verdade, as mulheres são incríveis. Por elas muitos homens lutam, choram e morrem.

É de se frisar que as mulheres de hoje já se sentem mais seguras, mais altivas, pois já não vivem somente na retaguarda.

Já estão na linha de frente, competindo de igual com os homens. Sentimento de competição com o sexo oposto que era motivo de censura já não existe como outrora. Infelizmente, ainda são muitos os retrógrados que têm o prazer de ficar do lado mais distante desse pensamento, marginalizando e hostilizando essas criaturas de Deus.

O que seria dos homens sem elas?! Nada, absolutamente nada! Para começar nem teriam despertado para a vida.

Sem dúvida, as mulheres deveriam ser mais exaltadas, festejadas e homenageadas.

Como não há regra sem exceção, no mundo existem mulheres que talvez por falta de orientação, inclusive religiosa, não titubeiam em fazer a infelicidade dos outros, e nesse sentimento negativo, incluem-se intrigas, vingança, disse-que-disse, inveja e outras mazelas. Mas nem por isso elas devem ser massacradas e jogadas no lixo, sem a oportunidade de reabilitação, inclusive moral e espiritual, e isso se consegue com algum sucesso através de tolerância, amor e encaminhamento positivo. A presença de orientadores e amigos é indiscutivelmente importante no resgate de todos os atos considerados condenáveis pela sociedade ou por dogmas.