Valdir Valentim dos Santos

(publicado na edição nº 356, dezembro de 2005)

Existem pessoas que não podem e não devem ser esquecidas, mesmo que elas tenham partido para o outro lado da vida.

Refiro-me àquelas criaturas com as quais convivemos no nosso dia-a-dia, numa relação de paz e harmonia.

Com exemplo cito o meu caso e o de Valdir Valentim dos Santos. A nossa convivência era praticamente obrigatória, pois como freqüentador assíduo do cinema de nossa cidade, quando essa Casa de espetáculo ainda funcionava na Rua Adão Araújo, o nosso bate-papo com relação a filmes e outros assuntos era lugar comum e muito proveitoso.

Muito atencioso, Valdir comentava sobre os filmes do dia e a programação para as próximas sessões, elogiando os de sucesso garantido, sendo reticente quanto aos que não faziam parte da lista.

Mas não era somente com relação aos filmes que ele dispensava atenção aos freqüentadores da Casa que dirigia. Também em eventos outros, entre eles, teatro, concursos, programas de calouros, etc., a sua atenção era marcante, sempre recebendo a todos com satisfação.

Ultimamente, a vida lhe pregou uma peça que o deixou bastante traumatizado, triste e infeliz, qual seja o falecimento inesperado do seu filho querido.

Mas a vida é isso. Nessa nossa passagem efêmera aqui pelo plano terreno, estamos sujeitos a vicissitudes inesperadas. Ninguém está imune.

Porém, é de se exaltar a figura desse cidadão. Honesto e muito dedicado à família e aos seus deveres, creio, sinceramente, que ele cumpriu a contento a missão que lhe foi destinada.

Que o seu espírito esteja em paz do outro lado da vida.

A você, Valdir, a minha homenagem que creio ser também a de todos os seus amigos.