E a festa acabou… a última do ano

(publicado na edição nº 358, de 10/01/2006)

Cidades de todo o país se engalanaram para festejar o romper de um ano novo.

Festa tradicional, ansiosamente esperada pelo povo, mobilizou verdadeiros exércitos de pessoas no sentido de oferecer a nós brasileiros e aos turistas estrangeiros, o melhor do que possuímos, sejam em hospedaria, alimentação, passeios, praias, locais históricos, etc.

Apesar dos problemas relacionados à violência, os turistas estrangeiros não se intimidaram e aqui vieram, não só para usufruírem tudo de bom que possuímos, inclusive conhecerem um pouco do nosso Brasil, como para fugirem daquela temperatura inclemente que assola quase toda a Europa e alguns países de outros continentes, muitos alcançando a temperatura de mais de vinte graus abaixo de zero.

Milhares de milhares de turistas de vários países do mundo superlotaram todos os hotéis e demais estabelecimentos congêneres de todas as cidades do país, trazendo até nós os dólares necessários ao crescimento e sobrevivência dos referidos estabelecimentos, e também de todo o comércio.

Nem as estradas esburacadas impediram o trânsito de tanta gente Brasil afora, mesmo arriscando ficar no caminho ou perder a vida.

Graças a Deus que tragédias tão comuns nas férias de fim de ano não aconteceram como previstas, talvez pelo cuidado redobrado ao dirigir face ao estado precário das estradas.

Houve muitos acidentes com vítimas fatais. Não foi possível evita-los. Mesmo com estradas em boas condições, o fato acontece todos os anos. Vidas são perdidas, muitas por imprudência.

A cidade do Rio de Janeiro foi, sem dúvida, a que mais atrativo ofereceu aos turistas, especialmente aos estrangeiros que cá entre nós, jamais viram tanta alegria e locais tão bonitos.

Com certeza eles devem ter levado a melhor impressão do que viram e usufruíram, devendo ressaltar o show de fogos que iluminou e embelezou grande parte da orla marítima da cidade maravilhosa, que apesar da falta de segurança continua a ostentar titulo tão significativo.

Festa acabada. Só nos resta a esperança de que neste ano que ora se inicia, o governo olhe e cuide com mais interesse das nossas estradas esburacadas, dos hospitais em crise, do ensino deficiente e de outros problemas que vêm afligindo a nossa população, especialmente a mais carente.

O governo precisa despertar a fim de tornar realidade projetos que venha de encontro das necessidades do povo e do país.

Um ano passa depressa. Portanto, não deve haver procrastinação, sob pena de tudo ficar para 2007, o que será sem dúvida lamentável e vergonhoso.

O desfile de tantas mulheres bonitas que o Brasil possui com fartura, bem como a alegria e entusiasmo do povo, já deu mostra positiva do que será a mais alegre festa das multidões, o carnaval.

Os turistas estrangeiros que aqui vieram se divertiram a valer, alheios à propalada violência que campeia em algumas cidades do país. Voltam para casa felizes, convictos de que poderão retornar em outra oportunidade, incentivados pelo que viram, ouviram e vivenciaram.