Um pouco da 2ª Guerra Mundial

Famoso estrategista de guerra, Winston Churchill, o inconfundível homem do charuto, de personalidade forte, firme em suas decisões, foi na verdade um dos principais artífices da luta que levou de vencidas as pretensões do nazi-facismo em conquistar e dominar o mundo em seu todo, através de ações espúrias.

Sua fibra inquebrantável fez com que o povo britânico suportasse com bravura, durante meses e até anos, os bombardeios quase que diários dos aviões da Luttwaffe, força aérea alemã, e também das terríveis bombas V-2, que caíam em quase toda Londres e cidades adjacentes, inclusive Liverpool, Bristol e outras.

Na sua odiosa guerra iniciada em 1939 e que se estendeu até 1945, a Alemanha do todo-poderoso Hitler, conquistou pela força quase todos os países da Europa, não poupando nem mesmo a sua pátria de origem, a Áustria, e os países baixos e escandinavos.

Na sua fúria incontrolável, mandou para a forca, para os fornos crematórios e para o fuzilamento, milhões de inocentes, inclusive judeus.

Coadjuvado pelo seu colega Benito Mussolini, não poupava ninguém que para ele Hitler fosse considerado inimigo.

E o pavor cresceu quando o ditador nazista conseguiu a aliança do Japão, formando o terrível trio cognominado por eles mesmos como “EIXO”.

É bom dizer que não foi somente a estratégia de Winston Churchill que colaborou para a derrota dos três países totalitários, mas, sim, a determinação do povo inglês e das três forças armadas. Sem essa união de forças, a Inglaterra teria capitulado, o que acarretaria um baque de conseqüências imprevisíveis, principalmente na moral daqueles que lutavam contra o maldito regime de opressão.

Churchill, de certa feita, dirigindo-se aos seus comandados, assim se expressou: “Jamais na história dos conflitos, tantos deveram a tão poucos”. Parece que ele se referiu aos seus bravos pilotos, em especial.

Vale acrescentar que sendo a Inglaterra uma ilha, dificilmente as forças comandadas por Hitler a conquistaria por terra, pois para tanto teriam que desembarcar nas costas do país, com o auxílio de pára-quedas, conduzindo soldados e armas suficientes ao sucesso da missão. Tal manobra foi tentada, porém sem qualquer efeito positivo. Quanto à invasão pelo mar, levada a efeito pela frota alemã, também fracassou, pois foi rechaçada pelos ingleses, que na época eram considerados os reis do mar, principalmente do Mar do Norte que circunda o país bretão. Diante de tantos fracassos, foi tentada a invasão pelo ar, que também não surtiu o efeito desejado, uma vez que a Inglaterra possuía, como ainda possui, a experiente RAF, sua força aérea, sobejamente conhecida como uma das melhores, que abatia em pleno espaço aéreo a maior parte das esquadrilhas alemãs.

Em suma, Hitler e seus amigos de luta se deram mal em atacar a Inglaterra, surpreendidos face a resistência heróica das suas forças armadas, pelo heroísmo do seu povo e pela habilidade tática de Winston Churchill.

Para todos que habitam o nosso mundo, especialmente os jovens, é bom que anotem que coisas conquistadas pela força bruta, ou por outros meios considerados ilegais, não têm vida longa. Por isso, o melhor é esquecê-las, pois um dia tudo vem abaixo.

Outras falhas Hitler as cometeu, entre elas a invasão da Rússia, cujas conseqüências serão contadas oportunamente, e em cujo episódio a participação de Churchill foi também determinante.

Diante dos fatos, todos, sem exceção, devem por uma questão de bom-senso, trabalhar no sentido de salvar o mundo de tragédias como as que foram causadas por Adolph Hitler.

Concluindo, não é demais afirmar que Winston Churchill além de profundo conhecedor de táticas militares, era o Primeiro Ministro da Inglaterra e sucessor Chamberlain, outro ministro, que havia falecido.

(Publicado na edição 365, de 02/03/2006)