“Di Menor”

Semana passada, mais precisamente na tarde do dia 14, caminhávamos em direção a Vila Laroca quando, na altura do Posto da Polícia Militar Florestal, nos deparamos com um grupo de jovens pré-adolescentes, em idade variável a 13 e 16 anos, provavelmente vindo do Ginásio Poliesportivo “José Dias Ferreira”, numa total algazarra, proferindo palavras de baixo calão, com uma de suas integrantes esbravejando palavras agressivas e ameaçadoras à outra que estava cercada da apelidada “turma do deixa-disso”.

Interpelado pelo editor do semanário sobre a agressividade e ameaças que proferia, a pré-adolescente achou por bem dirigir-se ao mesmo da mesma forma com que se dirigia à outra integrante do grupo, enfatizando que isso era um problema dela e que não devia satisfação a ninguém, tendo-lhe sido ressaltado de que se tal situação de agressividade tivesse continuidade talvez as autoridades policiais fossem acionadas.

Com a resposta de que não devia satisfação a quem quer que fosse, a jovem ainda esbravejou que seria dona de seu nariz e que somente devia obrigação à sua mãe e pai.

Seguimos nosso caminho identificando-nos e que ela poderia levar o que quisesse aos seus genitores, na certeza de que estes, por serem pessoas de bem ao tomarem ciência do ocorrido certamente procurariam saber o que de fato ocorrera.

Mas qual a motivação que nos leva a levar esse fato até você, caro leitor? Além Paraíba, bem como todo o país, vive, já de bom tempo, um momento gravíssimo no que diz respeito nossa juventude, em especial os pré-adolescentes que se auto-intitulam “DI MENOR”. É fato corriqueiro a agressividade e os atos absurdos cometidos por estes, muitos já mostrados em redes sociais e na mídia (TV e jornais), com professores sendo agredidos covardemente, na maioria das vezes sem que a Justiça tome uma atitude mais forte pelo fato de serem menores de idade. Também é fato, caso um pai ou uma mãe venha desferir uma chinelada como corretivo em um de seus filhos que venham desrespeitar ou agredir quem quer que seja, o pai ou mãe ser punida pelo Judiciário. A impunidade é geral quando o envolvido é um menor de idade, o que nos deixa preocupadíssimos com o futuro de nossa juventude.

Lembro-me que, quando garoto e pré-adolescente, por algumas vezes ter sido punido por meu saudoso pai com boas varadas ou correiadas no lombo por responder um adulto ou um professor, ou ter cometido alguma lambança, seja na rua ou na escola. Lembro-me até mesmo de ter sido punido sem razão alguma, e quando meu amado e querido genitor ter tomado conhecimento de que cometera uma injustiça, dele ter ouvido o seguinte: “Desculpe, mas levou a correiada por algo que certamente ainda vais fazer”. O que eu fazia? Nada! O perdoava e abaixava a cabeça na certeza de que ele aquilo fizera por me amar acima de tudo.

É hora de mudanças nessa famigerada e imbecil legislação que dá privilégios aos apelidados DI MENOR! Essa maioridade de 18 anos deve ser jogada na latrina o quanto antes! Enquanto isso persistir, certamente o futuro de muitos de nossos jovens e pré-adolescentes será, infelizmente, o envolvimento com o crime, cujo resultado será um aumento, já absurdo, de nossos presídios.

(Publicado na edição 1076, de  20/11/2019)