Clower Bastos Côrtes

Na madrugada de 1º de setembro de 1939, o exército alemão começou a invadir a Polônia. Daí, a Inglaterra e a França enviaram um ultimato à Alemanha para que as tropas invasoras imediatamente se retirassem de terras polonesas. Adolf Hitler não respondeu e, dois dias depois, em 3 de setembro, ingleses e franceses declararam guerra aos alemães, dando início à 2ª Guerra Mundial, um dos maiores conflitos da humanidade.

Em 1943, começaram a ser preparados os efetivos militares brasileiros que iriam lutar na Europa. Nascia da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e Além Paraíba não se acovardou, enviando vários de seus filhos para lutar contra o nazi-fascismo. Muitos voltaram, mas três perderam a vida em defesa da democracia.

Um dos alemparaibanos mortos na guerra foi Clower Bastos Côrtes, que nasceu na Fazenda Serra Bonita, na Vila de Angustura, em 13 de maio de 1916. Era filho de Mário Vilas Boas de Figueiredo Côrtes e de Margarida de Campos Bastos; neto paterno de Elídio Cesário de Figueiredo Côrtes e de Lourença Vilas Boas Côrtes; neto materno de João José Monteiro Bastos e Josephina Carlota de Campos Bastos.

Iniciou seus estudos no Ginásio Além Paraíba, tendo cursado a Academia de Comércio de Juiz de Fora. Distinguiu-se no Tiro de Guerra como bom soldado. Terminou com real proveito os estudos na Escola Superior de Agronomia, em Viçosa. Formado, regressou à Fazenda da Serra Bonita e seu pai, já idoso e cansado, resolveu entregar-lhe a direção da propriedade e também todos os negócios. Poucos anos depois, o pai, como conseqüência de cruel enfermidade, ficou totalmente inválido.

Em 1943, Clower Bastos Côrtes foi surpreendido com a convocação militar, apresentando-se imediatamente às autoridades e sendo incluído, no Rio de Janeiro, no 11º RI. Promovido a cabo, fez parte do segundo escalão que seguiu para o diabólico teatro da guerra, na qualidade de “chauffer”.

Atravessou incólume a fase cruel da guerra que terminou em 7 de maio de 1945, inclusive o seu rigoroso período de inverno. Conduzindo dois oficiais e um sargento, o Jeep que guiava, ao sair de um túnel, chocou-se violentamente com um caminhão conduzido imprudentemente por um inglês, trazendo, como conseqüência, sua morte imediata no dia 30 de maio de 1945.

Seus restos mortais estão sepultados no Monumento dos Pracinhas, no Parque do Flamengo, Rio de Janeiro (RJ).

Publicado na edição 333 do Jornal Além Parahyba / Fonte e foto: Revista “Academia”, setembro de 1945 – Eduardo de Campos Bastos.