Será que desta vez os eleitores acertarão?

Estamos no limiar de um novo pleito eleitoral, no qual os eleitores certamente terão dificuldades em escolher os candidatos mais capacitados e corretos para representá-los no Congresso Nacional, Assembléia Legislativa e nas chefias dos governos federal e estadual.

A verdade é que ultimamente o povo brasileiro anda malhando em ferro frio. Os candidatos falam sério, porém sem sinceridade, com algumas exceções, é claro!

Desigualdade de tratamento é o que mais se vê. Na saúde, então, o assalariado, principalmente aquele que recebe o mínimo, sofre agruras, esperando meses e até ano para ser atendido, e isso porque não podendo pagar, recorre ao SUS, entidade que francamente ainda não cumpriu totalmente a sua finalidade. Zangar, brigar ou censurar de nada adianta. É o mesmo que chover no molhado. Tudo continua como dantes.

Os governos constituídos e também os políticos em geral precisam direcionar um trabalho consciente e honesto em torno da inclusão social, proporcionando mais benefícios àqueles que de fato precisam de ajuda e proteção, especialmente nas áreas relacionadas à saúde, à educação e ao emprego.

Não adianta os políticos, notadamente aqueles que têm o poder de mando, ficarem alheios a tudo. Não basta permitir; é necessário participar, esse o melhor caminho para resolver os problemas que afligem em cheio aos brasileiros, especialmente aqueles que percebem o minguado salário-mínimo.

Por isso, a necessidade premente de se abrir espaços, fugindo da estagnação e da obscuridade reinantes no nosso querido Brasil, paios tão rico e ao mesmo tempo tão pobre. É triste, lamentável mesmo, que problemas graves de ordem social estejam a desafiar os nossos dirigentes, sem que esses consigam, pelo menos, amenizá-los.

No plano social, por exemplo, é de se registrar o aumento vexatório concedidos aos assalariados do mínimo. A justificativa para um aumento tão insignificante é a de que um acréscimo maior implicaria num rombo nas finanças do país, inclusive fazendo disparar a inflação. Será?! Por acaso os roubos, alguns praticados às escâncaras, objetos de CPI’s, não provocam rombos nas mesmas finanças? Será que somente o aumento do salário-mínimo é o bicho-papão?

Onde estão os 50% e até 60% das loterias, das bebidas, dos cigarros, etc.?! Não seria o caso de se aplicar uma fatia maior dessa fortuna arrecadada em favor dos mais necessitados e também na conservação das nossas esburacadas?! Com a palavra os senhores políticos, especialmente aqueles que serão eleitos nas próximas eleições.

Voltando às eleições, é bom que se diga que o eleitor não tem culpa por votar errado, ou seja, em candidato sem qualidade para exercer o cargo com dignidade.

Ele, eleitor, não é adivinho, pois se o fosse acertaria na loteria quantas vezes quisesse. O sistema é que leva o indivíduo a errar. Ele vota por votar, sem conhecer a fundo os antecedentes do candidato. Vota porque é obrigado, pois não o fazendo estará impedido de receber pagamento, de concorrer a concurso público, enfim, fica privado dos direitos inerentes ao cidadão livre.

Como o voto é obrigatório, torna-se necessário que o eleitor antes de colocar o seu voto na urna, procure aquilatar da vida pregressa do candidato no qual pretende votar. Mesmo que não acerte, pelo menos tente.

Vamos aguardar! Quem sabe algum dia os eixos se encaixem corretamente nos seus pontos de apoio! Quem sabe comentários iguais a este jamais sejam, necessários no futuro! No nosso mundo tudo é possível, esse o motivo maior para não se perder a esperança de dias melhores…

(Publicado na edição 368, de 16/03/2006)