Mandetta diz que fake news contra ele cresceram mais que casos de Covid-19

Ministro disse ser avesso às redes sociais; Mandetta, no entanto, usou informação deturpada sobre citação do Banco Mundial durante a coletiva

Por ALEX BESSAS | Jonral O Tempo | 07/04/20 – 18h13

Luiz Henrique Mandetta
Ministro Luiz Henrique Mandetta criticou disseminação de fake news durante coletiva| Foto: TV Brasil / Reprodução

Nesta terça-feira (7), durante o pronunciamento em que são apresentados balanços e o cenário de enfrentamento a Covid 19 no país, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a criticar a proliferação de notícias falsas e caluniosas sobre a atuação dele próprio.

De acordo com o responsável pela pasta, o volume de mentiras disparadas em redes sociais cresceu desde o último fim de semana. “O gráfico fez igual o da epidemia, as fake news subiram mais que o número de casos”, comparou com bom humor.

Mais uma vez, o ministro reforçou que não está habituado ao uso de mídias digitais e que não as usa como meio de realizar pronunciamentos oficiais. “Gosto do mundo real. Não acreditem em nada que não seja falado aqui (durante os pronunciamentos diários, que são transmitidos ao vivo). Estou sendo transparente com todos. O que for falar, falarei aqui”, insistiu.

Mandetta salientou que não posta e não comenta nada em redes sociais. “Tem uma equipe que faz (publicações), mas só o institucional”, garantiu. O titular do Ministério da Saúde denunciou que manifestações falsas, imitando sua voz, foram disseminadas. Ele disse que até mesmo pedido de doações foi feito usando sua imagem. Quanto às mensagens caluniosas, “que fique para a justiça divina”, concluiu.

Informação sobre Banco Mundial foi deturpada em fala do ministro

Ao abrir a coletiva, Mandetta disse que o Brasil estava sendo apontado Banco Mundial como “o melhor enfrentamento até o momento, pelo conjunto de ações que foram feitas”. A informação, todavia, está deturpada.

Na verdade, a entidade citou uma resolução específica do Ministério da Economia, que reduz a alíquota de impostos sobre a importação de itens médicos e materiais de higiene, como exemplo de “melhores práticas”. Experiências de outros países também foram citados no documento.