Tanqueiros em MG farão carreata contra alta do combustível e não descartam greve

Movimento nesta quinta-feira deve reunir mais de 150 caminhoneiros, além de taxistas e motoristas de transporte escolar.

Sindtanque afirma que se fizer greve, poderá faltar combustível no primeiro dia. (Foto: Moisés Silva / O Tempo)

A região metropolitana de Belo Horizonte terá nesta quinta-feira (25) carreata contra os altos valores da gasolina, diesel e etanol. O ato está sendo organizado pelos transportadores de combustível, mas outras categorias, como taxistas e motoristas de transporte escolar, também devem participar do movimento.

Após o protesto, os tanqueiros farão assembleia e, caso não tenham sinalização do governo para redução dos combustíveis, não descartam greve. As informações são do sindicato do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTaque).

Diretor financeiro da entidade, José Geraldo de Castro informou que a carreata sairá às 9 horas de frente da fábrica da Fiat, em Betim, e seguirá até a Cidade Administrativa, onde funciona a sede do Governo de Minas. Mais de 150 caminhoneiros são esperados para fazer o trajeto de ida e volta.

“Depois do protesto, se não tiver recuo do governo, vamos decidir se entraremos em greve imediatamente. Com os atuais valores dos combustíveis, não compensa trabalharmos”, declarou o sindicalista e tanqueiro.

Desde segunda-feira (22), a categoria está em estado de greve e, por isso, o movimento pode ser deflagrado a qualquer momento. Conforme o SindTanque, hoje a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da gasolina está em 31%, do etanol em 16% e do óleo diesel em 15%.

“Queremos redução de, no mínimo, 10% sobre a gasolina e 5% nos outros dois combustíveis”, declarou. “O governo federal já isentou os tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel por dois meses, mas ainda é insuficiente. Sabemos que o momento é impróprio para fazer greve, por causa da pandemia, mas não temos condições de trabalhar do jeito que está”, informou o sindicalista.

A Petrobras informou que não se pronunciará, já que não tem autonomia sobre o ICMS. Responsável pela cobrança do tributo, o Governo de Minas ainda não se manifestou.

Fonte: O Tempo / Por Renata Evangelista