Lote de Coronavac que chegou ontem (14) irá regularizar calendário de 2ª dose em MG

O alívio, porém, é temporário. O instituto Butantan anunciou a paralisação das atividades até a chegada de matéria-prima da China

Por LETÍCIA FONTES E ALINE GONÇALVES

Foto: AFP

A chegada de 101.600 mil doses de vacina Coronavac a Minas Gerais nesta sexta-feira (14) deu esperança aos idosos de 830 municípios que aguardam a segunda dose do imunizante para enfim ficarem mais seguros contra a doença. Segundo o governo de Minas, todos os imunizantes serão destinadas para esse público, assim como aconteceu com o lote de 207.800 que chegou ontem. Com isso, o déficit de atraso será finalizado e ainda devem sobrar mais 35 mil vacinas. 

Segundo o governo de Minas, 371 mil pessoas estavam com a imunização da Coronavac atrasada no Estado por conta da dificuldade de entrega do Instituto Butantan. Com todas as remessas que chegaram deste o último sábado (8), Minas recebeu 409,6 mil doses da vacina Coronavac. 

Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde não informou qual o quantitativo que cada município irá receber. 

O alívio porém é temporário. O Instituto Butantan entregou hoje seu último lote de 1 milhão de vacinas da Coronavac ao governo federal e anunciou a paralisação das atividades até a chegada de matéria-prima da China. Com isso, profissionais de saúde acima de 40 anos, em Belo Horizonte, que receberam a primeira dose da vacina no fim de abril, por exemplo, podem correr risco de receber com atraso a segunda dose do imunizante. A previsão é que o grupo recebesse a vacina no próximo sábado (22). 

Entenda

A China estaria mantendo separadas e prontas para embarque uma remessa de 10 mil litros de IFA (suficiente para 18 milhões de doses), fabricado pela empresa Sinovac, mas ainda sem prazo para entregá-las. Havia a expectativa que ao menos fossem liberados entre 3.000 e 4.000 litros até quinta-feira (13) para que chegassem ao Brasil até 18 de maio, mas a data não foi confirmada pela Sinovac. As vacinas entregues em maio pelo Butantan foram produzidas a partir de 3.000 litros de insumos recebidos no país no dia 19 de abril. 

“O Butantan espera que o Brasil volte a receber da China, o mais rápido possível, os insumos necessários para produção da Coronavac, a vacina contra Covid-19 que mais salva vidas no país. O IFA é fundamental neste momento para vencermos a pandemia”, informou o Butantan. 

Atualmente, cerca de 70% das vacinas aplicadas contra Covid-19 no Brasil são produzidas pelo Instituto Butantan com o IFA chinês.

O governo de Minas reforçou em coletiva de imprensa ontem que mesmo com atraso na aplicação da segunda dose, a imunidade ainda é adquirida. “É muito importante que toda a população que ultrapassou os 28 dias vá até o posto de saúde e se vacine. O estudo tem seus critérios, mas não significa que após 28 dias a imunidade não será atingida, e ela será”, afirmou o secretário de Estado de Saúde.

Fonte: O Tempo.