É prata! Beatriz Ferreira faz a melhor campanha do boxe feminino brasileiro em Jogos Olímpicos

Baiana radicada em Juiz de Fora é derrotada na decisão para irlandesa Kellie Anne Harrington e fica com vice-campeonato histórico em Tóquio 2020.

A melhor campanha da história do boxe feminino brasileiro em olimpíadas é da baiana radicada em Juiz de Fora, Beatriz Ferreira. No início da manhã deste domingo (8), a pugilista campeã mundial e pan-americana foi derrotada pela irlandesa Kellie Anne Harrington por decisão unânime dos juízes e conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Tóquio, no peso leve, a categoria até 60kg da nobre arte.

Esta foi a primeira vez que uma brasileira chegou à final olímpica no boxe, com luta marcada por equilíbrio desde o princípio, entre a força e posicionamento no centro do ringue de Bia diante da maior envergadura da adversária, muito bem preparada taticamente.

O primeiro round foi iniciado com as atletas se estudando nos segundos iniciais e, aos poucos, se soltando. Bia Ferreira passou a encaixar golpes, o que fez a irlandesa buscar contragolpes, mas sem dominar o centro do ringue. Com a brasileira sólida ofensivamente, os árbitros deram vitória por 3 a 2 à baiana radicada em Juiz de Fora.

O período seguinte começou mais equilibrado, com Kellie Anne Harrington conseguindo encaixar uma sequência. Ainda assim, Bia encurralava a adversária com mãos pesadas em diretos e cruzados potentes, levando a irlandesa a buscar o clinch para respirar. O início foi preponderante para decisão de 3 a 2 à europeia, empatando o confronto e levando o drama aos últimos três minutos.

Atrás da mãe de todas, a medalha de ouro olímpica, Bia começou melhor o terceiro round, mas sofreu contra-ataques de Kellie. O equilíbrio voltou a marcar o embate, com a irlandesa se aproveitando da maior envergadura, e Bia com dificuldades de concatenar sequência de golpes, apesar de bem postada defensivamente, levando a definição à arbitragem. O anúncio de Kellie Anne como a vencedora do combate, por decisão unânime, adiou o sonho do ouro olímpico de Bia, mas oficializou mais um resultado histórico da atleta na nobre arte.

Fonte e foto: Tribuna de Minas – Por Bruno Kaehler