Dupla de lutadores de JF é campeã brasileira de jiu-jítsu

Anderson Roberto, faixa roxa, e Marcos Vinícius, faixa branca, levaram o ouro na representação da equipe Nova União, filial do programa social Jovens Para o Futuro.

O jiu-jítsu segue levando a bandeira de Juiz de Fora ao topo das principais competições da arte marcial. Na última semana, Anderson Roberto da Silva, 47 anos, e Marcos Vinicius Braz Martins, 36, se sagraram campeões brasileiros em competição disputada no Rio de Janeiro, organizada pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ). A dupla representou a equipe Nova União, filial do programa social Jovens Para o Futuro, sob os treinamentos e preparação orientados pelo mestre Wigmam Albuquerque Carvalho.

Anderson cravou o ouro na disputa entre atletas de faixa roxa e peso médio, na categoria master 4 (46 a 50 anos). O título veio de forma irreparável, visto que o atleta não apenas venceu os três adversários que teve no caminho ao pódio, como encerrou seus combates com finalizações – um estrangulamento arco e flecha na estreia, e triângulos na semifinal e na decisão.

 “Até eu fiquei surpreso comigo mesmo. Pra mim foi o máximo, mas na verdade foi fruto de muito trabalho”, conta Anderson, que treina na sede de sua equipe no Bairro Ipiranga. “Tenho me dedicado bastante, e não só nos treinos de jiu-jítsu com o professor Wigmam. Também tenho um personal, o Marcos Koreia, que treina a minha parte física muito bem e isso tudo somou pra que eu chegasse a esse grande resultado”, destaca o lutador, que ainda disse ser apaixonado pelo ambiente competitivo, e que já havia sido campeão nacional, mas em evento da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Olímpico (CBJJO).

Mudança de categoria para evitar título por W.O.

O outro título brasileiro da cidade veio do primeiro ano de jiu-jítsu de Marcos Vinícius, entre atletas de faixa branca e peso galo. E a vontade de lutar era tamanha que ele recusou um título por W.O. para competir em uma categoria com oponentes mais jovens.

 “Só tinha eu inscrito na categoria entre 36 e 40 anos, então eu poderia pegar a medalha por W.O. Mas eu queria conquistar ela lutando porque me preparei bem pro evento. Meu professor me colocou em uma categoria abaixo, de 30 a 35 anos (master 1)”, explica Vinícius, que teve que encarar o atual campeão sul-americano, Leandro Duarte Nascimento. “Tinha um concorrente, bastante experiente, mas eu estava muito bem treinado, toda a academia me ajudou muito, como meus professores Vitor e Magno que estavam substituindo o mestre Wigmam, que operou o ombro.”

A vitória na luta do atleta do Bairro Santa Cecília coroou, segundo o próprio, uma conquista que ele sequer imaginava obter, em um passado recente. “A experiência foi ímpar porque nem nos meus melhores sonhos eu me imaginei poder participar de um campeonato desse. Meu professor me incentivou bastante, deu muita força, me ajudou física, técnica e psicologicamente”, conta Vinícius. “Vou fazer um ano de jiu-jítsu e demorou pra ficha cair, porque é um Campeonato Brasileiro, a competição mais importante do país. Depois dela é só o Mundial. São muitas pessoas querendo um título desse.”

Vinícius dedicou o título à sua equipe, da Nova União. “Consegui esse título pra academia também, porque meus parceiros de treino são 100%. Sempre me deram força. Você vai lá e luta, mas 50% do mérito é seu e os outros 50% são da equipe que te ajuda na preparação, passa muitas dicas. Os caras mais graduados me dão toques pra melhorar técnicas e movimentos de acordo com meu peso e meu estilo de jogo”, agradece.

Fonte: Tribuna de Minas