Zona da Mata tem quatro projetos para implantação de trens turísticos

Tema voltou à pauta dos debates na Assembleia Legislativa de Minas.

Elaborado pela Fundação Dom Cabral, o Plano Estratégico Ferroviário de Minas Gerais teve 15 alternativas de trens turísticos analisadas, das quais dez propostas foram selecionadas para estudos de pré-viabilidade, significando investimentos da ordem de R$ 700 milhões. Os dados foram trazidos à Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, em audiência pública realizada na última quinta-feira, 7 de outubro, pela superintendente de Transporte Ferroviário da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Vânia Cardoso.

Em apresentação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ela detalhou quais são as dez propostas e frisou que elas poderão atender 32 municípios, uma população de 3,2 milhões de habitantes e 1,2 milhão de passageiros por ano. Das dez iniciativas, uma delas, do trem entre Belo Horizonte e Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é objeto de estudos financiados pela mineradora Vale e executados pela empresa Sysfer, e foi incorporada ao plano.

Propostas de trens turísticos

Vânia Silveira de Pádua Cardoso (superintendente de Transporte Ferroviário da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade)

Em toda Minas Gerais, a Zona da Mata é uma das que mais tem projetos para o setor: quatro. Estas e todas as outras seis estão sendo estudadas e detalhadas pela gestora Vânia Cardoso. Conheça, abaixo, as dez propostas para o estado.

– Além Paraíba (Porto Novo a Simplício), na Zona da Mata – 12,4 km

– Caparaó/Espera Feliz (Zona da Mata) – 15,34 km

– Cataguases/Além Paraíba (Zona da Mata)/Três Rios, no Rio de Janeiro (Trem Rio Minas) – 168 km

– Viçosa/Cajuri (Zona da Mata) – 10,78 km

– Jacutinga (Sapucaí a Monsenhor Dutra), no Sul de Minas – 11,65 km

– Perdões (Centro-Oeste)/Lavras/Carrancas (Sul de Minas) – 99,72 km

– Poços de Caldas (Sul)/Águas da Prata, em São Paulo – 32,09 km

– São Sebastião do Rio Verde/Passa Quatro (Sul de Minas) – 25,28 km

– Lavras/Três Corações/Varginha (Sul de Minas) – 123,52 km

– Belo Horizonte/Brumadinho (RMBH) – 60,6 km (Estação Central) e 48,90 km (Belvedere)

Fundo ferroviário deverá suportar investimentos

Questionada pelo presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), sobre os recursos que estariam assegurados para esses projetos, Vânia Cardoso disse que o Governo do Estado tem atuado para viabilizar a criação de um fundo ferroviário. Segundo ela, conversas nesse sentido têm sido mantidas com o governo federal em torno de propostas já encaminhadas e cujos desdobramentos estão sendo aguardados para breve.

A superintendente de Transporte Ferroviário do Estado adiantou que esses recursos poderão vir, por exemplo, da renovação de concessões da FCA e da MRS. Vânia Cardoso disse que os estudos foram iniciais e que municípios podem propor projetos.

Fonte e fotos: ALMG