Gerência Regional de Saúde de Leopoldina visita o Hospital São Salvador

Um dos motivos da visita diz respeito a interdição da UTI.

A Gerência Regional da Saúde de Leopoldina (GRS-Leopoldina), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, visitou nesta quarta-feira (09) o Hospital São Salvador, e segundo informações oficiosas um dos motivos está relacionado à interdição da Unidade de Terapia Intensiva pela Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais, bem como a intervenção da instituição alemparaibana por decreto da municipalidade alemparaibana sancionado em 07 de janeiro último. A interdição pela Vigilância Sanitária ao funcionamento da UTI do HSS surgiu sob a alegação da não existência de um profissional intensivista naquele setor.

Vale ressaltar, a UTI do HSS funcionou com altos índices de sucesso durante a fase mais crítica da pandemia de Covid-19, e meses atrás, mais precisamente em setembro último, após ser notificado pela própria GRS-Leopoldina, a provedoria hoje afastada contratara um profissional qualificado que passou a responder como Responsável Técnico pela UTI, o que vem mostrar que a então gestão hospitalar cumpriu tal adequação de forma imediata como solicitada. Infelizmente, tal profissional, entendendo que a intervenção na instituição, bem como a interdição pela Vigilância Sanitária poderia resultar numa situação de alto risco profissional, acabou solicitando o seu desligamento.

Outra situação que deve ser lembrada no momento é uma declaração do prefeito Miguelzinho que, em entrevista ao radialista Reinaldo Tavares, Rádio CPN, afirmou que até o dia 1º de fevereiro a situação da UTI no Hospital São Salvador estaria sanada, o que até o momento não aconteceu.

Hoje com 10 leitos na Unidade de Terapia Intensiva, cinco destinados a Rede de Urgência e outros cinco para atendimento aos pacientes infectados pelo Coronavírus, o que se vê é que todos estão sendo faturados como clínica comum, o que faz a instituição perder o extra-teto do contrato com o SUS, correndo sério risco de ser desabilitado de forma definitiva, o que será de grande prejuízo não só para a instituição, mas também para toda população alemparaibana e todos aqueles que, de uma forma ou de outra, venham necessitar do serviço.

Até quando esse pesadelo, causado principalmente pela gana de poder absolutista pelas coisas de uma Além Paraíba que já sofre por tantos problemas, como a falta de emprego e perspectivas para os jovens, um atendimento justo e humano para seus idosos, ruas esburacadas de ponta a ponta, falta de medicamentos e postos de saúde em precárias condições para o atendimento da população, uma Copasa que saqueia o bolso do povo em geral, sem contar a Covid-19, vai continuar?