O silêncio ensurdecedor da imprensa sobre a ligação do PT com o PCC

OPINIÃO

Por Rodrigo Constantino (*)

A revista Veja divulgou semana passada a delação de Marcos Valério, o operador do esquema corrupto petista, em que a ligação entre o PT e o PCC é revelada, além de um caixa clandestino de R$ 100 milhões que ele movimentava para a quadrilha disfarçada de partido.

Ligações entre o PT e o crime organizado não chegam a surpreender ninguém minimamente atento. Lula fundou com o tirano Fidel Castro o Foro de SP, que sempre defendeu a narcoguerrilha sequestradora na Colômbia. Lula chama marginal de “menino” e pediu a soltura de sequestradores. O Comando Vermelho não tem esse nome em homenagem a cor do sangue. Um vereador petista de SP é denunciado por lavar dinheiro do PCC em operação de ônibus. O contador de Lula era também responsável por lavar dinheiro do PCC, segundo denúncia. Quanta coincidência, não? A esquerda radical e o crime organizado sempre dividiram afinidades ideológicas e pragmáticas.

O que mais chamou a atenção, portanto, foi a reação da imprensa. Os principais veículos de comunicação preferiram basicamente ignorar a revelação de Valério. É como se o elo com a maior organização criminosa do país não tivesse qualquer importância, sendo que Lula é o favorito nas pesquisas. Para derrubar Bolsonaro, os nossos “jornalistas” agem como cúmplices até de mafiosos!

A deputada Bia Kicis desabafou: “O PT é um partido com seus tentáculos no crime. Precisa ser varrido da história do país e não voltar ao Poder.Está tudo aí e nas diversas delações que vem sendo a anuladas ou ignoradas. Criminosos não podem gerir o país. Isso é antidemocrático e anti republicano, além de imoral”.

O jornalista Silvio Navarro, autor de um livro sobre o assassinato de Celso Daniel, comentou: Marcos Valério pegou 37 anos de prisão só no mensalão (tem outras condenações). Foi jogado numa cadeia em Minas e apanhou muito (entre outras coisas). Agora ele quer falar. Não é o caso de uma CPI? Uma CPI do Crime (PT-PCC) poderia reexaminar a operação policial batizada “Operação Cruzada”. Ouvir o MP de Presidente Venceslau e de Santo André. Ouvir Ronan Maria Pinto e Silvio Pereira. Só eu acho que é bomba CPI do “PT-PCC”, com caso Celso Daniel (empresas de ônibus e Ronan Maria Pinto/Klinger de Oliveira Souza)? Vão descobrir muita coisa.

Leandro Ruschel também denunciou o silêncio cúmplice da mídia: “Já faz 4 dias que vazou a delação de Marcos Valério, associando o PT ao PCC, relacionando com a morte de Celso Daniel, e a Globo, Folha e Estão, a linha de frente do “Consórcio”, não publicaram uma única linha sobre o assunto. Passou da negligência, é cumplicidade, mesmo”.

Mas o que quer a esquerda radical nesse momento? Mais uma CPI circense, dessa vez sobre o MEC, apesar de a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro já ter sido derrubada no dia seguinte pelo desembargador Ney Bello, monstrando que o juiz agiu de maneira um tanto politizada. A esquerda não tem qualquer compromisso com a ética, com a realidade. Não demonstra qualquer senso de proporção ou prioridade. Os laços da extrema esquerda com o crime são antigos e conhecidos. Há farto material sobre isso.

Não obstante, nossos militantes disfarçados de jornalistas não querem investigar nada disso. Não querem sequer repercutir as denúncias de gente de dentro dessas quadrilhas, como o deputado do partido de Evo Moralles que denunciou o financiamento do narcotráfico às campanhas deles. O braço direito do ditador Nicolás Maduro é notório traficante. Cuba virou hub do tráfico de drogas internacional e do terrorismo sob os Castro. Quem pode fingir surpresa quando o assunto é a ligação do comunismo com o tráfico de drogas?!

É lamentável o esforço de nossa velha imprensa para ocultar tudo isso do público e ajudar o líder da quadrilha petista voltar ao poder no Brasil.

(*) Rodrigo Constantino é Economista pela PUC com MBA de Finanças  pelo IBMEC, colunista do Jornal Gazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo