quarta-feira, julho 17, 2024
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Gilmar Mendes desdenha de queda do Brasil no ranking de corrupção

Na terça-feira (30), Gilmar Mendes (foto), ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), discutiu o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2023. Este índice, produzido pela Transparência Internacional, indicou uma descida de dez lugares do Brasil no ranking. O juiz ressaltou a necessidade de uma análise detalhada para um índice que se baseia em percepções.

“Um índice baseado em percepções precisa ser visto com cautela. A questão exige exame mais aprofundado, a fim de evitar conclusões precipitadas”, escreveu o ministro do STF.

O antigo congressista federal Deltan Dallagnol, membro da Lava Jato, menosprezou a observação de Gilmar Mendes. De acordo com ele, o juiz cancelou o índice de corrupção ao invalidar todos os processos de corrupção no Brasil.

“EXTRA: decisão do ministro Gilmar Mendes anula índice de percepção da corrupção, depois de anular todos os casos do Brasil que têm a ver com corrupção. Primeiro, livrou os réus. Agora, livrou o governo”, disse o parlamentar.

Em uma análise veiculada no site da Transparência Internacional, a organização mencionou que os ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “avançaram em processos que visam aumentar a legitimidade e independência do poder judiciário através da nomeação de pessoas de confiança”. A ONG considerou “preocupante” e “polêmica” a decisão de Lula de nomear seu ex-advogado Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A organização também declarou que em países como Brasil, México e Honduras, a destituição de juízes e promotores sem mérito por outros ramos do Estado, por meio de processos opacos e, em alguns casos, ilegais, mina a independência do poder judicial. Segundo a ONG, tais atitudes promovem “a injustiça e um sistema onde a lei é aplicada de acordo com os interesses do governo governante e da elite”.

Fonte e foto: Portal-Site Contra Fatos