domingo, junho 23, 2024
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Padre Júlio Lancellotti é acusado por ex-coroinha de abuso sexual na infância

Homem, hoje com 48 anos, afirma ter sido vítima de pároco na sacristia quando era coroinha.

Um ex-coroinha de missa do padre Júlio Lancellotti (foto) alega ter sido vítima de assédio sexual pelo padre aos aproximados 11 anos de idade. Atualmente, com 48 anos, o indivíduo afirma que manteve a situação em silêncio por sentir vergonha e medo.

A história contada por Cristiano Gomes, ex-coroinha, divulgada pela Revista Oeste, descreve um evento que supostamente aconteceu após o falecimento de sua avó, em maio de 1987. Cristiano refuta a ideia de que esteja buscando “se dar bem” ou almeje notoriedade. Ele também deixa claro que não é um “bolsonarista” e não possui qualquer motivação partidária-política.

“Terminada a missa de sétimo dia, fui à sacristia e entrei num choro incessante, finalmente havia caído a ficha de que eu nunca mais iria ver a minha avó”, narra Cristiano. “Nesse momento, o padre entrou e me abraçou, um abraço que parecia ser afetuoso. Eu tinha muita admiração por ele e recebi aquele abraço como se fosse de um pai. Ele me abraçava e falava ‘te gosto muito, não fique assim’. Só que isso evoluiu. A barba dele, por fazer, começou a ‘roçar’ no meu rosto, ele apertou mais o corpo contra o meu e começou a fazer movimentos — ou seja, esfregar-se em mim. Naquele momento, senti que ele estava excitado. Toda aquela admiração que eu tinha por ele virou medo. Eu me desvencilhei dos braços dele, saí correndo e nunca mais voltei à igreja.”

O retorno de um vídeo controverso, no qual a perícia confirmou ser o padre o indivíduo mostrado se masturbando durante uma chamada de vídeo com um jovem de 16 anos no momento da gravação, incentivou o ex-coroinha a apresentar a denúncia.

Cristiano não fez uma denúncia oficial ou registrou um boletim de ocorrência quando supostamente o assédio aconteceu. Ele afirmou que seria a sua palavra, de uma criança que recém havia perdido a avó, contra a do padre, mas deseja alterar essa circunstância.

“Quero levar adiante essa denúncia, pois acredito que chegou a hora de as pessoas saberem quem é não o padre que aparece na imprensa, mas o ser humano Júlio Renato Lancellotti, que, repito, tive o desprazer de conhecer da pior forma possível”, disse ao afirmar que está “à disposição das autoridades e da Igreja”.

O antigo coroinha relata que, assim que cessou suas visitas à igreja, logo após o falecimento de sua avó, um amigo questionou o motivo de sua ausência. Mesmo sem uma confirmação, o colega escolar alegou que “já sabia o motivo da repentina mudança na rotina de Cristiano”.

Cristiano também considera que uma colega de trabalho de Lancellotti, Vitória, que já faleceu e morava na mesma rua que o ex-coroinha, pode ter tido conhecimento dos abusos. Ela teria se aproximado de Cristiano e afirmado que o padre tinha grande afeição por ele e que “não tinha acontecido nada, de que tudo foi ‘apenas demonstração de carinho”.

A Arquidiocese de São Paulo respondeu ao site Diário do Poder, declarando que ficou ciente do assunto através da imprensa e que irá se pronunciar no momento adequado.

Fonte a foto: Portal-Site Contra: Fatos