sábado, maio 25, 2024
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Walter de Almeida Montes, o Waltinho, também conhecido como o “Fino da Bola”…

Em 14 de maio deste ano ele estará comemorando o seu 87º aniversário repleto de saúde, com a disposição de um garoto de 15 anos, percorrendo as ruas da cidade na busca de papear e jogar baralho com velhos amigos, ou então curtir a varanda de sua casa ao lado da esposa Maria Lúcia, fazendo palavras cruzadas, relembrando os bons tempos como bancário e jogador de futebol, enfim vendo o tempo passar.

Estamos falando de Walter de Almeida Montes, o Waltinho do Bemge ou do Banco Hypotecário, que nasceu em Leopoldina no dia 14 de maio de 1937, casado com Maria Lúcia Silva Montes, pai de Allan e Alex, avô “babão” de Caroline e dos gêmeos Vitor e Tiago.

Waltinho iniciou seus primeiros contatos com a bola nas peladas nas ruas leopoldinenses, e por influencia do irmão Edson “Azeite”, zagueiro do Esporte Clube Ribeiro Junqueira, já entre os anos de 1952/1953 atuava naquele importante e vitorioso clube de grande destaque em toda a Zona da Mata. Seu toque refinado na bola de imediato chamou a atenção do treinador Getúlio Subir, e depois de uma curta temporada vitoriosa nos juvenis já estava participando dos jogos da equipe principal pelos estádios da região.

Por volta de 1958, ele já estava entre os maiores craques do rubro-negro leopoldinense, jogando ao lado e Dill, Cabeção, Gilberto Hipopótamo, Raulzinho, Vinícius e Maurício, craques consagrados e conhecidos dos torcedores da época. Foi uma época áurea do futebol do interior da Zona da Mata, sendo que o Ribeiro Junqueira era uma das equipes mais respeitadas e reconhecida como o grande clube de futebol da época na região.

Algum tempo depois, Waltinho acabou indo para a equipe do Rosário Central, também de Leopoldina, acompanhando vários companheiros do Ribeiro Junqueira, que formou um ataque que, segundo ele, é a maior recordação de sua carreira esportiva. O ataque do Rosário Central era formado por ele, Tebano, Raulzinho, Vinícius e Gilberto Hipopótamo.

Desde aquele ano de 1958, Walter já trabalhava no Banco Hypotecário e Agrícola de Minas Gerais, e em 1960 recebeu com certa preocupação a notícia de sua transferência para a agência daquela instituição bancária para Além Paraíba. Pela primeira vez deixava a sua terra natal para trabalhar e pensar no futuro fora do futebol.

A transferência o deixou inclinado a se dedicar exclusivamente à profissão de bancário, deixando de lado a bola apenas para as peladas sem qualquer compromisso. Entretanto, um colega de banco, o saudoso Clepson, fez com que disputasse o campeonato alemparaibano da segunda divisão pelo Esporte Clube Luzitano.

Já nas primeiras partidas pelo Luzitano seu vistoso futebol chamou a atenção dos “olheiros” dos principais clubes alemparaibanos, e os convites começaram a chover no sentido de conquistar o craque, Entretanto, Walter continuou no Luza até o final do campeonato.

No ano seguinte acabou indo atuar pelo Guarani, do bairro Vila Laroca, onde ficou até 1971, tendo conquistado vários campeonatos da categoria, sagrando-se inclusive tetra-campeão. A equipe rubra tinha um excelente plantel, bem acima dos demais concorrentes da segunda divisão da Liga de Desportos de Além Paraíba – LDAP, assim a razão dos inúmeros títulos conquistados. A equipe principal do Guarani durante este período manteve uma formação poucas vezes modificada, e tinha os seguintes nomes: Toninho ou Zé Neto para o gol; Geraldo Roque, Dario, Let e Gil, formando a zaga; Waltinho, Baiano e Benegué na meia-cancha; Yêd Percegoni, Wilson Valentim, Alinthon e Waldir, seu irmão se mudou para Além Paraíba, no ataque; sem contar os vários reservas talentosos que lá atuaram naquela ocasião.

Por volta de 1966, Waltinho teve uma breve passagem pelo Esporte Clube São José, equipe da primeira divisão da LDAP, tendo jogado com vários craques do futebol alemparaibano, entre eles Wander, Maurício Grilo, Canguru e Dirinho. A seguir, Waltinho atuou numa das mais fortes equipes da segunda divisão de Além Paraíba, a do esporte Clube Colina que contava com grandes craques da época, entre estes Braz, Geraldinho, Tuíca, Chumbinho e Eloy.

Durante anos consecutivos também atuou com destaque numa equipe de futsal do banco, à ocasião transformado em Banco do Estado de Minas Gerais, um dos pioneiros da modalidade esportiva em Além Paraíba. A equipe formada pelos bancários do Bemge participou com destaque em grandes torneios envolvendo equipes da região quando na cidade existia apenas a Quadra de Esportes do Colégio Além Paraíba – CAP para atuação daquele esporte tão difundido na época atual.

No cenário nacional Waltinho é um dos milhões de torcedores do Botafogo de Futebol e Regatas, e sempre destaca que sua equipe-seleção por onde atuou de todos os tempos seria formada dos seguintes craques: Devanir Pacheco (Independente e Ribeiro Junqueira); Canguru (São José e Além Paraíba), Zé Nilton (Volta Grande e Ciap), Agostinho Parodi (Ciap e Além Paraíba) e Barão (Ribeiro Junqueira); Caranguejo (Santa Maria), Zé Paulo (Ciap), Zé Mauro (Santa Maria e Além Paraíba) ou Gilson (Ciap, Santa Maria e Além Paraíba) ou Freitinhas (Comercial, Santa Maria e Além Paraíba) para o meio de campo; Fritz (Independente), Waldir (Ciap) e Idelmo (Ciap) no ataque.  

Hoje aposentado, Waltinho também dedica parte de seu tempo disponível relembrando a época em que atuava dentro das quatro linhas com um toque final sutil, sua marca registrada na época em que foi um grande craque na acepção da palavra, ou cuidando das frutas que possui em seu quintal – abiu, laranja, manga, limão, mexerica e outras.

Walter de Almeida Montes, o Walter, o Walter do Banco, o Walter do Guarani, o Walter da Lúcia, ou simplesmente o WALTINHO – O FINO DA BOLA…

Fonte: José Oscar Penedo / Fotos: Arquivo Jornal Além Parahyba…