sábado, maio 25, 2024
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Dr. Rafael e Bethânia são absolvidos de mais uma ação pugnada pelo Ministério Público da Comarca de Além Paraíba

Agora, segundo informações oficiosas, restam apenas duas ações contra o médico e a enfermeira que foram afastados da direção do Hospital São Salvador, hoje totalmente “destruído” graças a um covarde e esdrúxulo decreto municipal de intervenção.

O Juiz da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Além Paraíba, Dr. Leonardo Curty Bergamini, julgou e sentenciou na semana passada (assinatura eletrônica datada de 04 de maio), como improcedente a denúncia proferida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais contra o médico Dr. Rafael Boubee Gracioli da Silva e a enfermeira Bethânia Reis de Souza, do crime de peculato que consta da Ação Penal nº 5000099-94.2023.8.13.0015.

(VIDE SENTENÇA COMPLETA AO FINAL DA MATERIA)

Vale ressaltar, na denúncia proferida pelo Ministério Público este pugnou pela condenação dos acusados no crime previsto no artigo 312, caput (por duas vezes), c/c artigo 327, §1º c/c artigo 71 e artigo 71, caput, todos do Código Penal.

O M.M. Juiz, após análise dos documentos apresentados pelo MP e ouvidas todas as testemunhas, julgou “improcedente a pretensão punitiva contida na denúncias”, daí absolveu os acusados Rafael Gracioli e Bethânia Reis de Souza, de todas as acusações contidas na denúncia, revogando todas as medidas cautelares existentes, bem como declarou que a ação foi transitada em julgado, determinando que os autos sejam remetidos ao arquivo, com baixa.

Após denúncia do MP prefeito decretou intervenção do HSS

Hospital São Salvador: destruído aos poucos graças a um decreto municipal de intervenção esdrúxulo. (Foto: Reprodução)

Numa ação considerada por parte da imprensa, como relatou o Jornal Além Parahyba à ocasião, uma situação inusitada nunca vista nos anais da história alemparaibana aconteceu, ao findar à tarde do dia 07 de janeiro de 2022,  relatada como digna de total despropósito e politicamente oportunista capitaneada pelo prefeito Miguel Belmiro de Souza Júnior, o Miguelzinho, quando este decretou a interdição do Hospital São Salvador inicialmente por seis meses, destituindo a diretoria e membros do Conselho da instituição e nomeando o chefe de Gabinete do prefeito, José Roberto Monteiro Faria, como interventor.

À ocasião, Miguelzinho alegou que o decreto era necessário em razão do mandado de busca e apreensão ocorrida na manhã daquela data, pelo Ministério Público de Minas Gerais e outros órgãos, ocasião que foi lavrado um termo de adequação a padrões que foram solicitados, bem como a apreensão de duas agendas médicas. Vale ressaltar, como aquela data era uma sexta-feira, o decreto de intervenção foi lavrado a termo ao findar dos trabalhos forenses junto o Juízo de plantão, ou seja, esses trabalhos somente reabririam na outra semana.

A intervenção continuou prevalecendo devido artifícios legais, e de sua instalação até os dias de hoje, é responsável pela literal destruição da instituição criada na primeira década do século XX pelo médico baiano Dr. Paulo Joaquim da Fonseca, que como Dr. Rafael Gracioli que recentemente esteve à frente do HSS no combate ao famigerado coronavívus, também combateu uma grave epidemia em terras alemparaibanas quando aqui aportou a mando do então governo mineiro da época.

Com essa intervenção, aos poucos, agora como mais rapidez, o Hospital São Salvador vem sendo destruído. Logo no seu início, o interventor deu início a uma “caça às bruxas”, demitindo colaboradores sem que a estes fosse pago o que lhes era devido, o que resultou numa demanda junto a Justiça do Trabalho que, segundo relatos extra-oficiais, somam mais de R$ 1,3 milhão. Vários acordos de pagamentos não foram honrados, etc.

Não bastasse, o atendimento médico que é considerado pela população como ter sido de excelência durante a pandemia da Covid-19, caiu como um jaca madura do alto de uma jaqueira, e é tido como entre razoável e péssimo. Tal avaliação vem do fato de que incontáveis denúncias, com provas, que circulam em rede social e até mesmo já teriam sido levadas ao MP, Judiciário, Câmara Municipal, OAB e outras instituições alemparaibanas, ocorreram

Outro fato, que deve ser lembrado, durante todo esse período de intervenção incontáveis situações envolvendo o pagamento dos salários mensais dos colaboradores do HSS foram reveladas, como os atrasos por longos períodos; das férias somente sendo quitadas quarenta/cinquenta dias depois de gozadas; 13º pago meses após vencidos; etc. No último mês de abril, por exemplo, os salários do mês somente foram quitados na semana passada, e é o que está sendo comentado dentro das quatro paredes daquela Casa é bem provável que o salário deste mês de maio também fique no esquecimento de quem tem por obrigação pagar, ou seja, a Interventoria nomeada pelo prefeito Miguelzinho.