COVID-19: Churrascos e aglomerações em Minas podem ser denunciados no 190

Orientação do governo é para que a Polícia Militar atue no combate às festas, sobretudo nos fins de semana, e fiscalize o uso das máscaras.

PM vai fiscalizar e obrigar o uso de máscaras, além de coibir a realização de churrasquinhos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

No momento em que Minas Gerais liga o sinal de alerta com relação à explosão de casos do novo coronavírus, a Polícia Militar vai coibir as aglomerações de pessoas e os churrascos, que prejudicam o isolamento social e facilitam o contágio. De acordo com o coronel Rodrigo Souza Rodrigues, comandante da PM, a população poderá denunciar pelo telefone 190 aqueles que desrespeitarem a orientação de distanciamento.

“Tanto aqui na Região Metropolitana, quanto no interior, a pessoa que observar alguma aglomeração excessiva, aquela questão da perturbação, aquele churrasquinho, poderá ligar no 190. Estamos dando um tratamento diferenciado a essas aglomerações. A ação de cada um fará diferença no resultado final do combate ao coronavírus”, ressalta o comandante, que se reuniu com o governador Romeu Zema (Novo) e com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Amaral, ontem (quarta-feira / 24), na Cidade Administrativa.

Ele afirma que a corporação fará esforço para cumprir as ações habituais e ainda proteger a população da COVID-19: “Nosso serviço segue normal, mas tem um protocolo que foi desenvolvido para o coronavírus. Os policiais da capital e do interior estão orientados a dar uma atenção especial a essas aglomerações. Se tivermos que acionar a fiscalização para aquela autuação, vamos adotar as medidas que a PM já faz em todo o estado”.

Cada município será responsável pela fiscalização do uso obrigatório de máscaras ou mesmo nas ações de evitar as festas e churrascos. Desde ontem, a PM vai fiscalizar o uso do equipamento de prevenção à COVID-19.

“Teremos a parte de orientação para despertar a consciência das pessoas. Essas ações são integradas. Em alguns casos, vamos fazer a parte fiscalizatória. Em alguns municípios, multas são cabíveis. Em outros, a pessoa perderá o alvará de funcionamento. A ação de cada indivíduo é que vai dar o resultado final. O objetivo principal é salvar vidas”, afirma Rodrigo Souza. 

Fonte: Jornal Estado de Minas