Secretários de Zema indicam flexibilização do Minas Consciente em BH e região

Reunião nesta quinta-feira selará rumo do programa em todo o Estado.

Comércio de Belo Horizonte fechado. (Foto: Ramon Bitencourt / O Tempo)

Uma reunião do comitê estadual de enfrentamento da Covid-19 define os rumos do programa Minas Consciente. O colegiado se encontra nesta quinta-feira (15) pela manhã, para discutir quais medidas serão adotadas na Grande BH e nas demais macrorregiões de saúde do Estado.

Ontem (14), equipe do governo de Minas se reuniu para analisar os dados e apresentar posição na reunião de hoje com outros poderes.

O secretário de Saúde de Minas Gerais Fábio Baccheretti afirmou que os indicadores serão analisados durante o encontro e que a definição é tomada em conjunto, mas, apesar de não antecipar se haverá flexibilização do Minas Consciente, passando para a Onda Roxa Belo Horizonte e outras cidades próximas, disse que os números estão melhorando.

O secretário geral do governo de Minas, Mateus Simões, também fez coro ao tom de Baccheretti. “É o que os números indicam”, disse ao ser questionado sobre a flexibilização do programa.

Pela manhã, o governador Romeu Zema se reuniu com empresários e, segundo  pessoas presentes, disse que com a redução da quantidade de casos de Covid-19 e da ocupação de leitos de UTI iria propor que cidades da região metropolitana de Belo Horizonte voltassem para a Onda Vermelha, fase menos restritiva que a Onda Roxa atualmente em vigor na região.

Além disso, a Onda Roxa é impositiva, ou seja o governo determina que os municípios devem aderir às medidas, enquanto a Onda Vermelha é optativa e têm medidas menos rígidas. No caso da Onda Roxa, vale o fechamento de atividades classificadas como não essenciais, como boa parte do comércio.

Às 14 horas de ontem, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, se reuniu com os integrantes do Comitê de Enfrentamento da Covid-19 na capital mineira para definir os próximos passos das medidas de isolamento social na cidade. O Conselho Municipal de Saúde de BH e mais de 500 professores da UFMG pressionaram Kalil por adotar lockdown na cidade em vez de permitir a reabertura das atividades.

Fonte: O Tempo / Por Pedro Rocha Franco e Thalita Marinho