Homem é encontrado morto dentro de casa no bairro Jardim Paraíso

Vítima teria ingerido excessivo de medicamentos antidepressivos e psicotrópicos com bebidas alcoólicas.

Um homem, identificado como Carlos Alexandre Silva Rubim, 39 anos, foi encontrado morto em sua residência, localizada no bairro Jardim Paraíso. Segundo informações obtidas em Boletim de Ocorrência Policial, ele estaria em tratamento de depressão e ansiedade, fazendo uso de inúmeras medicações antidepressivas e psicotrópicas, às vezes bebidas alcoólicas, e ontem (08) teria se deslocado até o Pronto Socorro do Hospital São Salvador, sendo atendido e liberado para voltar até sua residência. Vale ressaltar, o HSS está, desde sexta-feira (07), sob intervenção através de decreto municipal emitido pelo prefeito Miguelzinho, daí o atendimento no Pronto Socorro ser de responsabilidade da municipalidade e não da instituição.

Retornando à sua residência, a vítima, segundo o Boletim de Ocorrência, teria feito uso de uma quantidade excessiva de medicamentos utilizados em seu tratamento, usando bebida alcoólica, o que pode ter resultado o seu óbito.

Ao local esteve presente, além de policiais militares, a perícia técnica da Polícia Civil, na pessoa do perito Fabiano Costa Silva, MASP 1422397-8, que realizou os serviços de praxe, não identificando qualquer sinal de violência. Diante disso, o perito teria acionado os serviços da funerária local, sendo a família devidamente orientada a procurar o médico que assistia a vítima para atestar o óbito.

Segundo ainda consta no Boletim de Ocorrência, os familiares de Carlos Alexandre tentaram fazer contato com vários médicos na cidade, não logrando êxito. Diante da dificuldade encontrada, os familiares buscaram contato com o profissional médico que estava de plantão no Pronto Socorro do HSS, que agora tem como responsável maior a municipalidade alemparaibana na pessoa do prefeito Miguelzinho e o interventor josé roberto monteiro faria, seu chefe de gabinete.

O médico plantonista teria informado que não teria jurisprudência para atestar o óbito visto que rege o seguimento do documento oficial de declaração de óbito, podendo se tratar de morte por causa externa. Além disso, o médico ainda informou que é plantonista único, sem substituto ou médico auxiliar no horário em questão no HSS, não podendo largar a emergência para atestar o óbito em local fora da instituição.

Segundo informações oficiosas, uma médica alemparaiba teria se comprometido em ir ao local para emitir um atestado de óbito, o que, ao que parece, deveria ser emitido pelo Instituto Médico Legal de Lepoldina.