Lobo guará é socorrido pela Unidade de Corpo de Bombeiros de Além Paraíba

Um lobo guará que se encontrava em situação de risco devido suas vias aéreas estarem obstruídas, com muitas dificuldades de respirar, foi socorrido no início da tarde de ontem, quarta-feira (23), por bombeiros da Guarnição de Além Paraíba que foram acionados por populares. O animal estava estendido à margem de uma estrada vicinal nas proximidades do Posto Gauchão (BR-116).

Após a captura do animal, ele foi levado até uma clínica veterinária de Além Paraíba onde recebeu atendimento.

Participaram da captura: Sgt BM Di Risio, Sgt BM Lopes e Sd BM Ramalho.

Lobo Guará

O lobo-guará (nome científico: Chrysocyon brachyurus), também chamado guará, aguará, aguaraçu, lobo-de-crina, lobo-de-juba e lobo-vermelho, é uma espécie de canídeo endêmico da América do Sul e único integrante do gênero Chrysocyon. Provavelmente, a espécie vivente mais próxima é o cachorro-vinagre (Speothos venaticus). Ocorre em savanas e áreas abertas no centro do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, sendo um animal típico do Cerrado.

É o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir entre 20 e 30 quilos de peso e até 90 centímetros na altura da cernelha. Suas pernas longas e finas e a densa pelagem avermelhada lhe conferem uma aparência inconfundível. O lobo-guará é adaptado aos ambientes abertos das savanas sul-americanas, sendo um animal crepuscular e onívoro, com importante papel na dispersão de sementes de frutos do cerrado, principalmente a lobeira (Solanum lycocarpum). Solitário, os territórios são divididos entre um casal, que se encontra no período do estro da fêmea. Esses territórios são bastante amplos, podendo ter uma área de até 123 km². A comunicação se dá principalmente através de marcação de cheiro, mas também ocorrem vocalizações semelhantes a latidos. A gestação dura até 65 dias, com os recém-nascidos de cor preta pesando entre 340 e 430 gramas.

Apesar de não ser considerado em perigo de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), todos os países em que ele ocorre o classificam em algum grau de ameaça, apesar de não se saber a real situação das populações. Estima-se que existam cerca de 23 mil animais na natureza, sendo um animal popular em todos os zoológicos. Está ameaçado principalmente por causa da destruição do cerrado para ampliação da agricultura, atropelamentos, caça e doenças advindas dos cães domésticos. No entanto, é adaptável e tolerante às alterações provocadas pelo ser humano. O lobo-guará ocorre atualmente em áreas de Mata Atlântica já desmatadas, onde não ocorria originalmente.

Algumas comunidades carregam superstições sobre o lobo-guará e podem até nutrir certa aversão ao animal. Mas em geral o lobo-guará provoca simpatia em humanos e por isso é usado como espécie bandeira na conservação do Cerrado.

Em julho de 2020, o Banco Central do Brasil anunciou que lançaria uma nota de 200 reais, cuja estampa traria uma imagem do animal. A nota foi lançada oficialmente em 02 de setembro de 2020, quando o banco explicou que em 2001 o lobo-guará havia sido o 3º mais votado pelo público para estampar as notas de real, atrás apenas da tartaruga-marinha e do mico-leão-dourado.

Ele também já foi representado na moeda de 100 cruzeiros-reais, que circulou no Brasil entre 1993 e 1994.Fontes: Guarnição Corpo de Bombeiros de Além Paraíba e Wikipédia