Mineira presa por tráfico na Tailândia é condenada a 9 anos e 6 meses de prisão

Mary Hellen Coelho Silva, de 22 anos, foi presa no aeroporto de Bangkok no dia 14 de fevereiro com cocaína.

Mary Helen foi presa com cocaína — Foto: Reprodução Facebook

A mineira Mary Hellen Coelho Silva, de 22 anos, foi condenada a 9 anos e seis meses de prisão na Tailândia, onde ela foi presa por tráfico internacional de drogas. A informação foi dada pela advogada dela Kaelly Cavoli Moreira.

A sentença foi promulgada nesta quarta-feira (11) e os advogados tiveram acesso a ela na madrugada desta quinta-feira (12) por meio de um e-mail do consulado brasileiro na Tailândia. Os defensores ainda aguardam o recebimento da sentença completa para uma melhor análise.

Kaelly explica que a pena foi compatível com a legislação brasileira que prevê condenação de 5 a 15 anos e mais o pagamento de multa pelo crime de tráfico internacional de drogas. “Ela teve uma pena dentro dos limites legais o que traz uma certa tranquilidade tanto para a família quanto para a defesa hoje”, informou a advogada. Na Tailândia o crime de tráfico internacional de drogas pode resultar até mesmo em pena de morte.

A advogada explicou que Mary foi acompanhada por um defensor público durante o julgamento. Agora os defensores vão acompanhar o cumprimento da pena e tentar a extradição dela. Além disso, os defensores vão tentar também o perdão real. “Ela não é uma pessoa abastada e foi a primeira vez que ela estava fora do país, então existe a chance de extradição”, explicou a defensora.

A mineira foi presa no aeroporto de Bangkok

Mary Hellen é natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. Ela foi presa com drogas no dia 14 de fevereiro no aeroporto de Bangkok. A jovem tinha saído de Curitiba, com outro brasileiro de 27 anos que também foi preso.

De acordo com autoridades da Tailândia, os brasileiros estavam com 15,5 quilos de cocaína. Uma parte da droga estava com Mary Hellen e o amigo de 27 anos e o restante com um homem de 24 anos que desembarcou em outro voo.

Os funcionários do aeroporto desconfiaram dos passageiros e encontraram a droga em um compartimento oculto da mala deles. Desde então ela ficou presa no país e a família com a expectativa de que ela retorne ao Brasil.

Fonte: Jornal O Tempo – Por Natália Oliveira