Dar tempo ao tempo

A frase acima pode ser aplicada nos mais diversos assuntos e no desse artigo, em especial.

É comum dizer-se que nem só do trabalho e dos respectivos rendimentos vive o homem. É uma verdade.

Por isso, por uma questão de bom senso, ele deve, vez por outra, se desligar completamente do trabalho que exerce, a fim de dar uma relaxada face ao esforço dispendido no exercício do cargo que ocupa, ainda mais quando ao mesmo vem atrelado “munus” responsabilidade.

Trata-se de uma providência necessária que não pode e não deve ser desprezada.

Prescindir ou relegar a segundo plano tal iniciativa é se prejudicar voluntariamente.

O corpo humano depois de um período razoável de atividade, clama por reparação do desgaste natural que sofre, em virtude do cumprimento das obrigações inerentes ao trabalho exercido.

Qualquer indivíduo por mais saúde que possua necessita desanuviar a tensão e o estresse, os quais silenciosamente encontram guarida nos organismos cansados e debilitados.

Quando chegamos ao limite temos que parar. Trata-se de um fato que ninguém deve ignorar.

A saúde, nosso maior bem, deve ser resguardada através de cuidados, independentemente de qualquer indicação médica, a não ser nos casos em que a sua intervenção não possa ser desprezada.

Nos dias atuais em que a luta pela sobrevivência é uma constante, exigindo de todos um esforço maior, às vezes até acima do limite, maior cuidado deve ser observado no que diz respeito à saúde, pois o descuido pode causar um processo degenerativo em um ou mais órgãos do corpo, com conseqüências graves, em muitos casos de difícil reparação.

Todos devem colocar em prática métodos e costumes no combate aos problemas relacionados à saúde, através de regime, exercício físico ou outros de real proveito.

Uma verificação periódica no estado de saúde é aconselhável, pois uma coisa é certa: “é melhor prevenir do que remediar”.

Digo isso de cátedra, pois tive vários problemas, e só os superei através de cuidados e perseverança. Confesso, porém, que descuidei um pouco, fato que agravou em parte os problemas dos quais fui acometido, exigindo mais trabalho na cura. Portanto, previna-se; nada de procrastinação.

Segundo as estatísticas a média de vida dos brasileiros tem aumentado, já ultrapassando os 70 anos. Isso de deve a vários fatores, inclusive vigilância e ao avanço da medicina nos últimos anos.

Nada impede que façamos, sem intervenção médica, coisas que nos proporcione bem-estar, inclusive exercícios e regime. Mas, ao primeiro sinal de problemas sérios, não relute em procurar profissionais da área de saúde. Só eles, através de exames indicados, poderão dar a palavra final sobre o que está acontecendo.

Cientistas e gente ligada à medicina vêm desenvolvendo com bastante desenvoltura e interesse pesquisas que possam curar as doenças que atormentam o ser humano e as que possam prolongar a vida. E eles chegarão lá, se Deus quiser.

Mas, enquanto isso não acontece, dê um pouco do seu precioso tempo à sua própria saúde. Há um velho ditado que diz: “perca um minuto na vida, mas não perca a vida num minuto”.

(Publicado na edição 364, de 22/02/2006)