quinta-feira, março 19, 2026
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Operação Clonagem investiga fraude em licitação em Cataguases

MPMG e GAECO cumpriram 11 mandados de busca e apreensão.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional da Zona da Mata, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público Cataguases e em conjunto com as polícias Civil e Militar de Minas Gerais, deflagrou, na manhã de ontem, quinta-feira, 13 de novembro, a operação Clonagem, destinada à apuração dos delitos de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica, prevaricação e corrupção.

A ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, com o recolhimento de telefones celulares, computadores, documentos diversos e grande quantia de dinheiro em espécie.

Conforme informou o MPMG esse montante ainda não foi contabilizado e será feito em agência bancária, com depósito – em seguida – em contas judiciais. Este valores foram recolhidos em diversos pontos e como não houve demonstração da origem no momento das buscas foram recolhidos.

O MPMG investiga possível fraude em procedimento licitatório promovido pelo município de Cataguases cujo objeto foi a concessão dos serviços de transporte coletivo urbano.

As apurações apontaram forte indícios de que as empresas investigadas montaram estrutura para simular competitividade. Pessoas jurídicas distintas teriam operado de forma integrada, com subordinação a um único núcleo decisório composto pelos mesmos empresários.

A investigação também apura possível omissão de agentes públicos quanto à fiscalização dos contratos administrativos celebrados.

O que falta saber:

·         Locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão;

·         Quais empresas estão sendo investigadas;

·         A Prefeitura de Cataguases e servidores são alvo da investigação;

·         Qual o valor em dinheiro apreendido.

Prefeitura esclarece que não é alvo da Operação deflagrada pelo MPMG

A Prefeitura de Cataguases divulgou uma nota oficial ontem, quinta-feira (13), informando que não é alvo da Operação Clonagem, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação investiga possíveis irregularidades em processo licitatório envolvendo a concessão do transporte coletivo urbano no município.

De acordo com o comunicado, o prefeito José Henriques não é mencionado nem investigado no caso. A administração destacou que o procedimento licitatório foi conduzido dentro da legalidade, com acompanhamento técnico e jurídico, ampla divulgação e igualdade de condições entre as empresas participantes.

Ainda segundo a nota, a Prefeitura afirma estar colaborando integralmente com as autoridades competentes, tendo disponibilizado todas as informações e documentos solicitados. A gestão também reforçou que não compactua com qualquer ato ilícito e que, caso seja identificado envolvimento de algum servidor ou agente público, tomará todas as medidas cabíveis para garantir a correta aplicação dos recursos municipais.

O comunicado ressalta que, desde o início da atual gestão, foram promovidas melhorias nos processos licitatórios e na fiscalização dos contratos públicos, com modernização dos sistemas de controle interno e integração com os órgãos de auditoria e transparência.

A Prefeitura encerra a nota afirmando confiança na atuação do Ministério Público e da Justiça, acreditando que as investigações irão confirmar a correção dos procedimentos adotados pelo município.

Leia a nota na íntegra:

A Prefeitura de Cataguases vem a público prestar esclarecimentos à população diante de notícias veiculadas sobre a operação denominada “Clonagem”, deflagrada nesta quinta-feira, 13 de novembro, pelo Ministério Público de Minas Gerais, que apura possíveis irregularidades em processo licitatório relacionado à concessão do transporte coletivo urbano no município.

Desde já, a administração municipal esclarece que o prefeito José Henriques, gestor à frente do Executivo de Cataguases, não é mencionado nem é alvo de qualquer investigação relacionada a esse caso.

A Prefeitura reafirma seu comprometimento absoluto com a legalidade, a transparência e a lisura de todos os seus atos administrativos. O processo licitatório em questão foi conduzido em estrita observância à legislação vigente, com acompanhamento técnico e jurídico e ampla publicidade de todos os atos nos meios oficiais, assegurando igualdade de condições entre as empresas participantes.

A administração municipal não é alvo da investigação e tem colaborado integralmente com as autoridades competentes, disponibilizando todas as informações e documentos solicitados.

Caso venha a ser constatado envolvimento de qualquer agente público, servidor ou pessoa vinculada à Prefeitura de Cataguases, a administração não compactuará com qualquer ato ilícito e adotará todas as medidas cabíveis, em defesa do interesse público e da correta aplicação dos recursos municipais.

Desde o início da atual gestão, a Prefeitura tem promovido melhorias contínuas nos processos licitatórios e na fiscalização dos contratos públicos, com modernização dos sistemas de controle interno e integração com os órgãos de auditoria e transparência.

Por fim, a administração municipal confia plenamente na atuação do Ministério Público e da Justiça, acreditando que a apuração dos fatos trará à luz a verdade e confirmará a correção dos procedimentos adotados pelo Município de Cataguases.

A Prefeitura reafirma seu respeito à população e reitera que continuará trabalhando com ética, responsabilidade e transparência, em benefício de todos os cidadãos cataguasenses.

Cataguases, 13 de novembro de 2025 – Prefeitura Municipal de Cataguases

Fonte: Portal-Site Marcelo Lopes com informações e foto do MPMG