sexta-feira, abril 3, 2026
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Familiares de detento encontrado morto na Unidade Prisional de Além Paraíba continuam aguardando uma solução

Inquérito foi aberto e, segundo familiares, estaria repleto de contradições.

Leandro Luiz da Silva Santos, encontrado morto dentro da Unidade Prisional de Além Paraíba, tem sua causa mortis contestada por seus familiares. (Foto: Álbum Familiar)

A morte do detento Leandro Luiz da Silva Santos, então com 30 anos, ocorrida durante a madrugada do dia 25 de junho do ano passado, possivelmente dentro da cela que dividia com outros detentos na Unidade Prisional de Além Paraíba, tem sido alvo de inúmeras contestações por parte de seus familiares que, segundo afirmativas, estaria repleta de contradições. Ele estava detido naquela unidade desde março do mesmo ano.

Em 13 de outubro do ano passado, após ouvir familiares e com a afirmativa da Autoridade Policial Civil de Além Paraíba de que o inquérito estaria concluído nos próximos meses, possivelmente até dezembro, o Jornal Além Parahyba noticiou o fato, e até agora “neca de bitibiriba”, ou seja, nenhuma informação sobre o assunto foi apresentada.

Veja no link https://www.jornalalemparahyba.com.br/2025/10/familiares-de-detento-encontrado-morto-na-unidade-prisional-de-alem-paraiba-contesta-sua-morte/.

À ocasião do fato, segundo boletins diversos apresentados ao Jornal Além Parahyba, atendendo chamado do plantão da Unidade Prisional se fez presente Á Unidade Prisional uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que informou, no Boletim de Atendimento, de que a vítima “apresentava crise convulsiva não presenciada seguida de PCR (emergência médica grave que exige atendimento imediato), e que no local os agentes iniciaram uma RPC (Reanimação Cardiopulmonar) logo na chegada, sob suspeita de ter ocorrido uma crise com risco de DCA (Doença Coronariana Aguda)”. Após os procedimentos verificados, afirma o Boletim de Atendimento do SAMU que Leandro teria sido encaminhado em Código Vermelho (Urgência) para o Hospital São Salvador.

Segundo a Ficha de Atendimento Ambulatorial emitida pelo HSS, o paciente chegara apresentando crise convulsiva evoluindo para RPC na Unidade Prisional, e que na instituição hospitalar foram realizados três ciclos, sendo dois de adrenalina, valendo ressaltar que o mesmo já não apresentava sinais vitais.

Vale ressaltar, a médica que se encontrava no plantão do HSS e prestou o atendimento, teria afirmado não ter notado qualquer tipo de lesão externa na vítima, tendo atestado inicialmente o óbito como Morte Súbita, fato contestado pelos familiares que exigiram a vítima ser encaminhada ao Instituto Médico Legal de Leopoldina. No Laudo de Necropsia emitido pelo IML leopoldinense foram constatadas lesões na face e posterior do tórax de Leandro Luiz.

Diante dos relatos dos familiares de que não acreditavam que o óbito teria ocorrido de forma natural, a Autoridade Policial Civil de Além Paraíba deu início a um Inquérito no sentido de levantar todas as situações envolvendo o caso, que esperava estar concluído nos próximos meses, até dezembro possivelmente.

A Autoridade Policial Civil já tinha ouvido até aquele momento parte da equipe da SAMU, alguns agentes da Unidade Prisional, a médica e outros colaboradores do Hospital São Salvador que estavam presentes da data do ocorrido, e outros, e caso necessário, segundo a Autoridade, outras partes e até mesmo acareações que chegassem até a conclusão dos fatos seriam realizadas.

Ontem, 02 de fevereiro, familiares de Leandro Luiz fizeram contato com o Jornal Além Parahyba relatando que a Autoridade Policial Civil estaria aguardando uma resposta do diretor da Unidade Prisional sobre as contradições que teriam surgido no desenrolar do inquérito. O Jornal Além Parahyba tentou contato, via telefone, tanto com a Autoridade quanto o diretor da Unidade Prisional, infelizmente sem sucesso.