Familiares de detento encontrado morto na Unidade Prisional de Além Paraíba contesta sua morte
Inquérito está em aberto e contradições, segundo familiares, são claras.

A morte do detento Leandro Luiz da Silva Santos, 30 anos, ocorrida durante a madrugada do dia 25 de junho último, possivelmente dentro da cela que dividia com outros detentos na Unidade Prisional de Além Paraíba, tem sido alvo de inúmeras contestações por parte de seus familiares que, segundo afirmativas, está repleta de contradições. Ele estava detido naquela unidade desde março último.
Segundo boletins diversos apresentados ao Jornal Além Parahyba, à ocasião, atendendo chamado do plantão da Unidade Prisional se fez presente ao local uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que informou, no Boletim de Atendimento, de que a vítima “apresentava crise convulsiva não presenciada seguida de PCR (emergência médica grave que exige atendimento imediato), e que no local os agentes iniciaram uma RPC (Reanimação Cardiopulmonar) logo na chegada, sob suspeita de ter ocorrido uma crise com risco de DCA (Doença Coronariana Aguda)”. Após os procedimentos verificados, afirma o Boletim de Atendimento do SAMU que Leandro teria sido encaminhado em Código Vermelho (Urgência) para o Hospital São Salvador.
Segundo a Ficha de Atendimento Ambulatorial emitida pelo HSS, o paciente chegara apresentando crise convulsiva evoluindo para RPC na Unidade Prisional, e que na instituição hospitalar foram realizados três ciclos, sendo dois de adrenalina, valendo ressaltar que o mesmo já não apresentava sinais vitais.
Vale ressaltar, a médica que se encontrava no plantão do HSS e prestou o atendimento, teria afirmado não ter notado qualquer tipo de lesão externa na vítima, tendo atestado inicialmente o óbito como Morte Súbita, fato contestado pelos familiares que exigiram a vítima ser encaminhada ao Instituto Médico Legal de Leopoldina. No Laudo de Necropsia emitido pelo IML leopoldinense foram constatadas lesões na face e posterior do tórax de Leandro Luiz.
Diante dos relatos dos familiares de não acreditarem que o óbito teria ocorrido de forma natural, a Autoridade Policial Civil de Além Paraíba deu início a um Inquérito no sentido de levantar todas as situações envolvendo o caso, o que, segundo relato em entrevista ao Jornal Além Parahyba, espera estar concluído nos próximos meses.
Já foram ouvidos parte da equipe da SAMU, alguns agentes da Unidade Prisional, a médica e outros colaboradores do Hospital São Salvador que estavam presentes da data do ocorrido, e outros, e caso necessário, outras partes e até mesmo acareações que cheguem até a conclusão dos fatos serão realizadas.



