sábado, março 28, 2026
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Aliados de Vorcaro dizem que banqueiro revelará tudo em delação

Vorcaro deve aderir à delação completa após avanço das investigações e pressão do STF no caso Banco Master.

O banqueiro Danjiel Vorcaro, do Banco Master / Pressionado pelo avanço das investigações, empresário não teria margem para colaboração seletiva. (Foto: Reprodução/Esfera Brasil)

O banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master, deve adotar uma postura de ampla colaboração caso firme acordo de delação premiada. Segundo pessoas próximas, ele está disposto a responder a todos os questionamentos das autoridades.

De acordo com informações do comentarista político da GloboNews, Valdo Cruz, interlocutores de Vorcaro afirmam que o empresário chegou a considerar uma delação seletiva. No entanto, a evolução das investigações teria mudado esse cenário.

A avaliação entre aliados é que a situação do banqueiro se deteriorou significativamente, o que o obriga a fornecer todas as informações disponíveis, sem restrições.

STF sinaliza exigência de colaboração completa

Relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça já teria deixado claro que não há espaço para uma colaboração parcial.

A indicação é de que qualquer acordo deverá envolver esclarecimento total dos fatos, o que reforça a expectativa de uma delação abrangente.

Advogado trabalha na estrutura do acordo

O advogado de Vorcaro, José de Oliveira Lima, se reuniu com o cliente ao longo do fim de semana — nos dias 21 e 22 — com o objetivo de organizar os detalhes do possível acordo.

Segundo a colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, a defesa afirma que o banqueiro fará uma “delação séria”, ou seja, não poupará nomes ao prestar depoimento.

Investigações apontam esquema financeiro complexo

Daniel Vorcaro está preso sob acusação de liderar um esquema de fraude financeira ligado ao Banco Master. As autoridades investigam possíveis crimes como organização criminosa, corrupção, ameaça, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Há também suspeitas de envolvimento de integrantes da política, do setor empresarial e até do Judiciário.

Títulos sem lastro inflavam artificialmente patrimônio

Segundo as apurações, o esquema funcionava por meio da criação e venda de títulos de crédito sem lastro — ou seja, ativos que não possuíam garantia real ou sequer existiam.

Esses instrumentos eram utilizados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master, criando uma aparência de solidez financeira e ocultando fragilidades internas.

Promessas de alto rendimento atraíam investidores

Com os números inflados, a instituição passou a oferecer investimentos com rentabilidade até 40% superior à média do mercado, atraindo investidores em busca de ganhos elevados.

No entanto, de acordo com os investigadores, não havia sustentação financeira real para honrar esses pagamentos.

Atuação do Banco Central levou à queda do esquema

O esquema começou a desmoronar quando o Banco Central do Brasil identificou inconsistências nos balanços da instituição.

Diante das irregularidades, foi determinada a liquidação extrajudicial do Banco Master, o que expôs as fragilidades do modelo adotado.

Fonte: Portal-Site Folha Destra