Ato do prefeito de Leopoldina promove o tombamento da fachada da Catedral de São Sebastião

Um decreto assinado pelo prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz homologou o tombamento da fachada da Catedral de São Sebastião, aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Leopoldina, em reunião realizada na semana passada, dia 14 de janeiro de 2026, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo, no Centro Cultural Mauro de Almeida.
Além do prefeito subscreveram o ato oficial o Secretário Municipal de Cultura e Turismo (interino) Rodrigo César Araújo de Souza Melgaço e o Procurador-geral (interino) Bruno Gomes Barbosa. De acordo com o Decreto, o tombamento aprovado e homologado será inscrito no livro do tombo dada a necessidade de se conferir proteção legal na forma de tombamento da fachada da Catedral de São Sebastião.
Catedral já havia sido tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Leopoldina
Na mesma reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Leopoldina o prefeito já havia homologado o Tombamento da Catedral de São Sebastião que já consta no Plano de Inventário do Município de Leopoldina enviado para o IEPHA no ano de 2018 e com isso passou a ser inscrito no Livro do Tombo de Leopoldina.
História da Catedral de São Sebastião
A Catedral de São Sebastião é a Sé Episcopal da Diocese de Leopoldina e demorou 37 anos para ser construída. A antiga matriz foi criada no dia 27 de abril de 1854, pela mesma lei que elevou o distrito de São Sebastião do Feijão Cru à condição de município de Leopoldina. Ela ficava localizada onde atualmente está o monumento de Nossa Senhora da Paz, mas foi demolida em 1927 para a construção de uma nova Igreja.
Com a criação da Diocese de Leopoldina, a Matriz passou a condição de Catedral, embora as obras ainda estivessem inacabadas. A bênção da pedra fundamental ocorreu no dia 12 de julho de 1928.
O projeto arquitetônico é de autoria de Luiz Dantas Castilho, da Escola Nacional de Belas Artes. A planta foi confeccionada pelo engenheiro Ormeo Junqueira Botelho, cujo desenho corresponde a uma cruz latina, com a cúpula elevada no cruzamento dos dois eixos, tendo na frente uma torre com mais de 50 metros de altura.
Fonte: Jornal Leopoldinense – Por Luiz Otávio Meneguite



