quinta-feira, abril 30, 2026
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Moraes ignora pedido de cirurgia de Bolsonaro, que espera há mais de uma semana

O ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Andre Borges / (EPA) EFE)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ignorou, em um despacho na terça-feira (28), o pedido da defesa do ex-presidente da República Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro. Bolsonaro está em prisão domiciliar há um mês e, após pedido da defesa, há uma semana aguarda autorização para uma intervenção cirúrgica que já tem parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

No último despacho relacionado ao caso, Moraes intima advogados a apresentarem os nomes de técnicos que atuariam em uma reforma de um elevador – outra solicitação da defesa, que pediu autorização para receber o serviço de manutenção periódica do equipamento.

PGR se manifesta a favor de cirurgia de Bolsonaro.

Defesa pede autorização para cirurgia de Bolsonaro

A defesa informou a necessidade de a manutenção preventiva mensal do elevador instalado no local onde o custodiado cumpre prisão domiciliar. Alega que há necessidade de manutenção no equipamento “todo último dia útil de cada mês, por equipe técnica especializada e identificada, com início em 30/04/2026”, escreveu a Moraes.   

Aos 71 anos, Bolsonaro enfrenta uma lesão no manguito rotador, um grupo de quatro músculos responsáveis por estabilizar o ombro. Problemas nessa região costumam causar dores e fraqueza, especialmente durante a noite. As queixas foram reveladas pelo cardiologista Brasil Caiado, líder da equipe médica do ex-presidente, na entrevista coletiva concedida logo após a alta do hospital DF Star.

Na semana passada, a defesa do ex-presidente encaminhou ao STF relatórios médicos indicando que ele sofre de dores recorrentes e intermitentes no ombro, tanto em repouso quanto durante movimentos.

A indicação cirúrgica ocorre em um momento de recuperação da saúde geral de Bolsonaro após um quadro de broncopneumonia bilateral. Sob a coordenação do cardiologista Brasil Caiado, a equipe médica registrou melhora no cansaço, no refluxo e na disposição física do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar desde 27 de março.

Fonte: Gazeta do Povo – Por Hermano Freitas e Vinicius Macia