Os 7 momentos mais polêmicos da sabatina de Jorge Messias

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma derrota histórica nesta quarta-feira (29) com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 34 votos favoráveis e 42 contrários.
Antes disso, Messias foi sabatinado por cerca de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi confrontado por senadores da oposição sobre diversos assuntos, como aborto, censura, atos do 8 de janeiro e a atuação controversa da Advocacia Geral da União (AGU).
A Gazeta do Povo selecionou sete momentos que marcaram a sabatina:
1) Messias chora e recebe abraço polêmico de opositor
No início da sabatina, Jorge Messias fez um discurso emocionado, com referências religiosas e à democracia, e chegou a chorar. Ao final da fala, ganhou um abraço do deputado oposicionista Sóstenes Cavalcante (PL-AL).
2) Indicado diz ser “contra o aborto” e é confrontado
Antecipando-se a uma polêmica, Messias se posicionou de início sobre o aborto, dizendo ser “totalmente contra” o procedimento. A afirmação não convenceu o senador Magno Malta (PL-ES), que confrontou o advogado.
3) Recuo sobre o 8 de janeiro
Durante a sabatina, Jorge Messias defendeu suas ações após os atos de 8 de janeiro e negou que tenha pedido prisões preventivas.
4) Flávio encurrala com acusações de abuso e escândalo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confrontou Messias citando supostas omissões da AGU no escândalo de fraudes do INSS envolvendo familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
5) Moro resgata Dilma Rousseff
O senador Sergio Moro (PL-PR) fez uma série de questionamentos técnicos e políticos, abordando inclusive a classificação do impeachment de Dilma Rousseff como “golpe de 2016”.
6) Soraya diz para não esquecer dos amigos
Com um discurso afável, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) se disse favorável à indicação e pediu que Messias não esquecesse dos “amigos” que fez em sua jornada ao STF.
7) Sobrou até para Caetano Veloso
Até Caetano Veloso foi citado durante a sabatina, com o senador Otto Alencar (PSD-BA) corrigindo um colega ao dizer que o cantor “nunca pegou em arma, só em violão”.
Fonte: Gazeta do Povo – Por Anderson Gonçalves



