sábado, maio 23, 2026
DESTAQUENOTÍCIASREGIÃO

Todas mulheres: Faemg premia produtoras e profissionais que se destacaram em 2025

IMG 20260522 WA0027

Na quinta-feira (21), o Sistema Faemg Senar entregou os prêmios Destaque ATeG para produtores, agentes de desenvolvimento rural (ADR) e técnicos de campo que se destacaram no programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) concluídos em 2025 na regional de Juiz de Fora – que engloba 113 municípios da Zona da Mata, Campo das Vertentes e Mantiqueira. A homenagem foi durante o Encontro de Técnicos do ATeG, realizado pela primeira vez na 57ª Expoagro de Barbacena.

Uma coincidência chamou a atenção: todos os seis troféus foram para mulheres. Na cadeia de Derivados Lácteos a vencedora foi Aline Mendes Fernandes, produtora de queijo de Juiz de Fora. Na Apicultura, as premiadas também são de Juiz de Fora, são as monjas beneditinas do Mosteiro da Santa Cruz, coordenadas pela irmã Raquel. Na bovinocultura de corte, a destaque foi Elen Cristina Junqueira de Andrade, de Minduri. E na bovinocultura de leite, quem teve o melhor desempenho no programa ATeG encerrado em 2025 foi a produtora de Santa Rita de Jacutinga, Maria Tereza Bastos Chalita. A técnica de campo destaque nesse ciclo foi Gabriela Xavier e a ADR destaque foi Iracema Flisch, do Sindicato Rural de Barbacena.

Disciplina e superação

As produtoras homenageadas no encontro se destacaram pelo empenho, dedicação e resultados obtidos ao longo dos dois anos de acompanhamento gratuito que o Sistema Faemg Senar oferece a produtores rurais por meio dos sindicatos. O técnico Pedro Henrique Miranda lembrou que antes de entrar no programa, dona Maria Tereza cogitou arrendar a propriedade, pois já não tinha expectativa de dar continuidade ao trabalho sem apoio da família. Com a assistência, houve mudanças significativas nos métodos de trabalho da fazenda, o que resultou em um leite com mais qualidade e aumento na produção, fazendo crescer também os lucros. “Meus filhos achavam que não ia dar certo, que era melhor arrendar. Hoje, a mentalidade mudou completamente e já estamos pensando na sucessão, alguns já pensam em se aposentar e ir morar na fazenda para dar continuidade ao trabalho”, conta Tereza.

Já a irmã Raquel, do Mosteiro da Santa Cruz, conta que as colméias foram instaladas na propriedade da família de uma das irmãs em 2018, mas a produção não deslanchava. Com o apoio do Senar, as orientações e técnicas ensinadas pelo instrutor Arthur Sodré foram fundamentais para ampliação do apiário e, finalmente, uma colheita rentável. No ano passado, as irmãs conseguiram retirar 150 quilos de mel. O produto é vendido em uma lojinha do mosteiro e a renda ajuda nas despesas. Contudo, com a forte chuva que atingiu Juiz de Fora no início de fevereiro de 2026, todas as 18 colméias foram perdidas. “Estávamos prestes a colher o mel, mas tudo foi levado pela enchente”, lembra a irmã. “Agora estamos retomando. Temos nove colméias e a expectativa é fazer a colheita daqui a dois a três meses”.

Fonte e foto: FAEMG – Juiz de Fora / Carla Arantes