Manutenção preventiva de árvores pode prevenir acidentes com a rede elétrica
Vegetação muito próxima à fiação pode gerar transtornos e até mesmo acidentes graves, especialmente durante o período de estiagem.

Além de ajudar a reduzir o calor nos centros urbanos, a arborização traz benefícios importantes, como a melhora da qualidade do ar e a preservação do meio ambiente. No entanto, quando árvores e galhos crescem de forma desordenada e muito próximos da rede elétrica, esses benefícios podem se transformar em riscos. A poda preventiva é uma medida essencial para evitar o contato da vegetação com os fios, garantir a segurança da população e prevenir acidentes.
Outro impacto direto da falta de poda é sobre a iluminação pública. Galhos que encobrem luminárias e postes impedem que a luz ilumine corretamente ruas, avenidas e praças. Com isso, os espaços públicos ficam mais escuros, aumentando a sensação de insegurança e o risco de acidentes envolvendo pedestres, ciclistas e motoristas. Manter a vegetação podada ajuda a preservar tanto a rede elétrica quanto a eficiência da iluminação pública, contribuindo para cidades mais seguras.
A atenção deve ser redobrada durante o período de estiagem, mais comum nos meses de outono e inverno. Nessa época, a vegetação tende a ficar mais seca e frágil, o que aumenta o risco de queda de galhos sobre a rede elétrica e sobre estruturas de iluminação pública. Além disso, o clima seco favorece a ocorrência de queimadas, que podem atingir áreas próximas às redes de energia, danificar equipamentos e provocar interrupções no fornecimento. Essas situações afetam não apenas a rotina da população, mas também serviços essenciais, como hospitais, postos de saúde e unidades de atendimento, que dependem de energia e iluminação adequadas para funcionar com segurança.
De acordo com o Filipe Dini, gerente de Operações da Energisa Minas Rio, o cuidado com a arborização deve começar desde o plantio. “É fundamental respeitar a distância mínima de quatro metros em relação à rede elétrica. Também é importante que os órgãos responsáveis realizem podas preventivas de forma regular. Somente neste ano, já registramos cerca de 2.500 ocorrências de árvores em contato com a rede que deixaram aproximadamente 160 mil clientes sem energia na região”, explica.
Para reduzir esse tipo de problema, especialmente nos períodos mais críticos do ano, a Energisa investe continuamente em equipamentos e soluções inovadoras. Um exemplo é a mini motosserra para podas à distância, desenvolvida pelas equipes da Energisa Minas Rio. A tecnologia permite intervenções em vegetação a alturas de até 24 metros, ampliando o alcance das equipes e reduzindo a necessidade de trabalhos em altura, o que aumenta a segurança dos profissionais e a eficiência das atividades. As podas seguem critérios ambientais rigorosos, com a retirada apenas da parte da vegetação que oferece risco à rede elétrica e à iluminação pública.



