quinta-feira, junho 11, 2026
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Queijo de cabra de Barbacena recebe Super Ouro no Festival do Queijo Artesanal de Minas

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Entre os 22 queijos considerados sem defeitos pelos jurados do concurso do Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026, que não perderam nem um ponto e mantiveram a nota 100, 10 ainda receberam um destaque a mais: são os chamados Super Ouro. Um deles é o queijo maturado de leite de cabra meia cura sabor defumado produzido pelo laticínio Caprikil, de Barbacena. “Foi uma emoção muito grande, um sentimento de reconhecimento por todo o trabalho que realizamos diariamente para produzir queijo artesanal”, diz Ádila Gomes, dona da empresa, ao lembrar do que sentiu quando recebeu a notícia da premiação. Esta foi a primeira vez que a queijaria participou do FQAM. Uma estreia gloriosa para quem começou a fazer queijos em 2022 quase por acaso.

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A produtora conta que a ideia inicial era criar cabras e vender o leite como alternativa para manter a propriedade rural. Porém, o caminhão que fazia o transporte do produto deixou de passar pelo sítio de Ádila e o escoamento da produção se tornou um sério problema. Foi exatamente nessa época que a coincidência – ou não – aconteceu. “Recebi uma mensagem pelo Instagram de um renomado restaurante de Barbacena perguntando se produzíamos queijo. Respondi que não, mas minha irmã, imediatamente, disse para apagar a mensagem e responder que sim. Foi o que fiz”, relembra. A partir daí, Ádila buscou capacitação, fez cursos de produção de queijo de cabra e mudou o ramo de negócio.

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Em setembro de 2025, a queijaria passou a fazer parte do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) oferecido gratuitamente pelo Sistema Faemg Senar, por meio do Sindicato Rural de Barbacena. A técnica de campo Letícia Campos visita a propriedade e orienta sobre manejo dos animais, higiene, técnicas de produção e gestão da empresa. “Quando começamos, a queijaria ainda não tinha nenhum controle estabelecido, tanto gerencial, quanto de produção. Esse foi um grande desafio”, relembra Letícia. A partir do trabalho desenvolvido, foi possível ampliar a cartela de produtos registrados pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Apenas um tipo de queijo tinha o certificado. Atualmente, quatro têm o selo e um está em fase de registro. Para Ádila, o ATeG oferece uma visão muito mais estratégica da atividade. “Passamos a acompanhar indicadores de produção, planejando investimentos e tomando decisões com base em dados. Além dos ganhos na gestão, houve melhorias na organização dos processos e na compreensão de que a propriedade precisa ser administrada como uma empresa sem perder a essência da produção artesanal”, destaca a produtora.

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Hoje, a Caprikil produz 600 litros de leite de cabra por mês, que são transformados integralmente em queijo artesanal, o que rende, aproximadamente, 70 quilos de queijo mensalmente. O carro-chefe é o queijo tipo boursin, um produto originário da França, mais cremoso e suave. Outro com excelente aceitação, e que foi o grande premiado no concurso do FQAM 2026, é o meia-cura. “Vejo que existe um grande potencial de crescimento. Algumas pessoas têm preconceito com o queijo de cabra porque no mercado ainda existem produtos não tão bons. Mas os queijos feitos pela Ádila e pela Júlia são realmente diferenciados”, afirma a técnica Letícia. A intenção da produtora é expandir o laticínio, ampliando a oferta de produtos à base do leite de cabra, sempre prezando pela qualidade e tentando transformar em sabor a paixão que tem pela atividade.

Fonte e fotos: Sistema Faemg/Senar JF – Por Carla Arantes