sábado, setembro 19, 2026
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DATATEMPO: Pela primeira vez, Flávio aparece numericamente à frente de Lula em eventual 2º turno em Minas Gerais

Candidatos empatam tecnicamente em cenários de primeiro turno e de confronto direto.

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) lideram intenções de voto para presidência entre eleitores mineiros
Foto: Lula (PT): Ricardo Stuckert | Flávio Bolsonaro (PL): reprodução

O presidente Lula (PT) empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto, tanto no primeiro quanto no segundo turno. É o que mostra a quarta rodada da pesquisa DATATEMPO (MG-00468/2026 e BR-02329/2026), que traça um panorama das eleições de 2026. No confronto direto entre os candidatos, esta é a primeira vez em 2026 que Flávio aparece numericamente à frente de Lula.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula está numericamente à frente, com 35,6% da preferência do eleitorado de Minas Gerais. Flávio aparece em seguida, com 31,2%. Há empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa, de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em comparação com as rodadas anteriores da DATATEMPO, o senador reduziu a vantagem. No levantamento realizado em agosto (MG-03794/2026 e BR-08275/2026), por exemplo, Lula tinha 36% das intenções de voto, enquanto Flávio, 28%. A distância entre os dois caiu de 8,0 para 4,4 pontos percentuais.

Em um embate direto entre os candidatos, em eventual segundo turno, Flávio registra 43% da preferência do eleitorado de Minas Gerais, enquanto Lula, 41,9%. Pela primeira vez, o senador ultrapassa numericamente o atual chefe do Executivo nas intenções de voto testadas pela DATATEMPO.

Conforme a doutora em ciência política e analista sênior de pesquisa do instituto DATATEMPO, Mariela Rocha, uma hipótese para o movimento observado nesta rodada da pesquisa pode estar relacionada à própria campanha eleitoral. Mas, como ressaltado pela especialista, trata-se de uma possibilidade, já que a pesquisa não questiona o eleitor sobre os motivos da intenção de voto.

“Entre agosto e setembro, entramos em uma fase de maior exposição das candidaturas, com propaganda eleitoral e uma sucessão de acontecimentos políticos que podem influenciar a formação das opiniões e preferências dos eleitores. O movimento observado na pesquisa é compatível com esse processo de maior definição da disputa.”

Outra mudança observada por esta rodada da DATATEMPO foi em relação ao terceiro colocado numericamente. Augusto Cury (Avante) cresceu numericamente, enquanto o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) recuou. Nesta quarta rodada da DATATEMPO, Cury registra 6,8% das intenções de votos, já Zema, 3,9%.

Em agosto, o mineiro registrou 9,8% das intenções de voto; o psiquiatra, 0,9%. Essas variações, contudo, devem ser lidas com cautela, pois os intervalos entre as duas rodadas ainda apresentam sobreposição.

À medida que a disputa ganha visibilidade, candidaturas que antes tinham presença muito reduzida podem passar a ser mais conhecidas e consideradas pelo eleitor”, diz Mariela. “Cury pode estar se beneficiando de uma fase de maior exposição e conhecimento de sua candidatura, ao mesmo tempo em que Zema perde espaço nesse segmento da disputa em Minas Gerais”, avalia.

Cenário espontâneo

Na intenção espontânea para presidente, quando não é apresentada uma lista com nomes dos candidatos, Lula registra 30,5% das menções e está numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, que teve 24,4%. Porém, considerando a margem de erro, os intervalos dos dois candidatos apresentam pequena sobreposição.

Os demais nomes são mencionados em patamares inferiores, com Augusto Cury na terceira posição, citado por 3,8%.

A indefinição no cenário espontâneo ainda é relevante: cerca de um quarto do eleitorado (25,6%) não indica espontaneamente um candidato, proporção próxima à registrada por Flávio Bolsonaro.

Metodologia

A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Os dados foram coletados de 9 de setembro a 12 de setembro de 2026. Foram realizadas 1.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada: MG-00468/2026 e BR-02329/2026.

Fonte: O Tempo – Por Leticya Bernadete

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