Com ventos de 93 km/h, JF registra segundo maior vendaval em 15 anos
Chuva causou vários pontos de alagamentos em toda a cidade, além de quedas de árvores e de energia.

Uma forte tempestade atingiu Juiz de Fora, na tarde de ontem, quarta-feira (21), causando estragos em diversos pontos do município. Com ventos que chegaram a 93 km/h, a cidade registrou o segundo maior vendaval desde 2007, quando foi implantada a estação meteorológica automática na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O primeiro registro é de dezembro de 2006, quando um vendaval atingiu 98,64 km/h, conforme divulgou a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).
Além do vento, de acordo com dados divulgados pela PJF, com base em informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o volume de água acumulado em apenas 30 minutos registrou 42,35 mm no Bairro de Lourdes, 32,12 mm na UFJF, 25,82 mm em Santa Luzia e 21,32 mm no Graminha.
A tempestade causou vários pontos de alagamentos, ruptura de asfalto, além da queda de árvores, telhados e de energia. A estrutura de parte de um ponto de ônibus no corredor central da Avenida Barão do Rio Branco, próximo à Rua Barão de São João Nepomuceno, foi abaixo, no Centro.
Foram registrados inúmeros estragos em ruas de diversos bairros, principalmente nas regiões Centro, Sul e Oeste. Na UFJF, Cidade Alta, a precipitação associada aos ventos arrancou galhos de árvores, que interditaram parte de algumas vias dentro da instituição. Também na Cidade Alta, foram registrados pontos de alagamentos na Rua Lauro Teles Mesquita. O mesmo aconteceu na Rua Padre Café, no Bairro São Mateus, Zona Sul. No Centro, a água invadiu galerias e o estacionamento de um supermercado. Com a tempestade, também foi registrada queda de galhos de árvores no Parque Halfeld.

Na Avenida Brasil, a pista foi sinalizada para desvio de veículos por conta de uma árvore caída na via. No entanto, de acordo com a Prefeitura, no início da noite, os serviços da Avenida Brasil estavam praticamente completos para a liberação total das vias. Houve atuações, também, na Rua José Calil Ahouagi, no Centro, na entrada do Bairro Furtado de Menezes e também na Rua da Bahia, no Poço Rico, onde foi removida uma grande árvore que se partiu.
Na Avenida dos Andradas, esquina com a Rua Paula Lima, foram recolhidas parte das árvores que caíram sobre os carros que estavam estacionados no local. Na altura do Hospital Monte Sinai, a Gasmig foi acionada para reparos em uma vala aberta na via. Agentes de trânsito atuaram também no local. A PJF informou que o córrego de Santa Luzia não transbordou.
Durante a chuva, diferentes pontos da cidade ficaram sem energia elétrica. De acordo com a Cemig, a principal causa dos desligamentos são objetos lançados em direção à rede elétrica, como partes de telhados e galhos de árvores, que provocaram curtos-circuitos e rompimentos de cabos. Dessa forma, os serviços para reparo destes problemas, que representam maior risco à população, estavam sendo priorizados, conforme a companhia.
Ainda conforme a Cemig, imediatamente após o início das ocorrências, equipes da companhia iniciaram os trabalhos para o restabelecimento e eliminação das situações de risco. A previsão era de que a maior parte dos clientes afetados com a falta de energia tivesse o serviço normalizado ainda na noite e madrugada. A Cemig informou que as equipes continuariam trabalhando de forma ininterrupta, até que todos os clientes tenham sido atendidos.
No Centro, alguns semáforos localizados na Avenida Getúlio Vargas ficaram sem funcionar por um período devido à falta de energia. A situação ocasionou transtornos no trânsito e causou retenção. Na Praça da Estação, a Feira Noturna precisou ser encerrada mais cedo também por conta da falta de energia.
Fonte: Tribuna de Minas – Por Carolina Leonel



