segunda-feira, abril 20, 2026
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Barraqueiros e frequentadores criticam preços cobrados pelas barracas e bebidas dentro dos limites da festa

Mais uma vez, como em todos os anos acontecem, os barraqueiros e frequentadores do maior evento realizado em Além Paraíba, a Exposição Agropecuária, Concurso Leiteiro e Feira da Comunidade, estão tecendo severas críticas aos organizadores pelos preços que são cobrados pelo espaço utilizado pelas barracas e das bebidas lá comercializadas. Os preços dos espaços utilizados pelas barracas e pelas instalações de alvenaria existentes variam entre R$ 3 mil e R$ 20 mil cada uma – “o preço pelo espaço é muito salgado, sem contar o custo que nos são impostos pelas bebidas, o que nos obriga a cobrar dos frequentadores um valor bem acima do que o comércio local em geral cobra”, afirma um barraqueiro que solicitou seu anonimato por receio de retaliações por parte dos organizadores. “Vale ressaltar, estamos a poucos metros de dois grandes supermercados existentes em Além Paraíba, cujos preços de bebidas são bem mais em conta do que o imposto pela empresa contratada pela organização do evento. Se tentamos entrar com mercadoria adquirida mais em conta e não dessa empresa, a segurança contratada pelos organizadores nos confisca a mesma. Infelizmente, é o que posso dizer, é que a maior festa alemparaibana é organizada por um grande cartel, isto para não afirmar que o que existe lá é uma verdadeira milícia”, concluiu o barraqueiro.

Na busca de maiores informações sobre o que está acontecendo, a reportagem foi informada de que o preço das mercadorias comercializadas no evento teria o respaldo da municipalidade, isto porque tal disparidade é cometida pela empresa organizadora que venceu a licitação realizada pela Prefeitura Municipal.

Para se ter uma ideia do tamanho absurdo, ressaltamos que uma lata de cerveja, tipo latão, tem o custo sugerido pela empresa que comercializa as bebidas aos barraqueiros na ordem de R$ 10 (Antárctica) a R$ 12 (Heineken), algo bem superior aos cobrados em bares e restaurantes alemparaibanos. Um copo do produto denominado Guaravita está tendo o preço sugerido pela mesma empresa na ordem de R$ 4, enquanto no comércio local é comercializado por R$ 2,50.

No comércio local, o preços das bebidas mencionadas com uma variação mínima são: Latão Heineken – de R$ 6 a R$ 6,30 a unidade / Latão Antárctica – de R$ 3,59 a R$ 4,09 a unidade / Guaravita – R$ 2 a unidade. Ressalta-se que a empresa fornecedora de bebidas está instalada no município vizinho fluminense de Sapucaia, portanto, é o que parece, recolhe os impostos nos produtos que comercializa no também vizinho Estado do Rio de Janeiro e não em Minas Gerais.

Os barraqueiros não somente reclamam pelos preços cobrados pelos produtos mencionados, mas também por outros, tais como: vodka e outras bebidas destiladas, energéticos, refrigerantes em geral, e até mesmo gelo em escama ou cubos.

Uma vez que todos os anos tal fato ocorre e que nenhuma providência é tomada pelas autoridades competentes, no caso o PROCON que está instalado, é o que parece, nas instalações do Terminal Rodoviário “Jácomo Donzeles”, e o Ministério Público de Defesa do Consumidor que agora está instalado dentro dos limites do Parque de Exposições, sugere-se aos dois órgãos para que, pela primeira vez em toda a história do evento, cumpra com o seu papel de fiscalizar, coibir e punir esse absurdo já que, aliás, deveriam ser de suas alçadas.

O POVO AGRADECE!!!