quarta-feira, julho 17, 2024
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PF conclui inquérito (bizarro) e não indicia Bolsonaro por importunação de baleia no litoral de SP

Em depoimento à Polícia Federal em fevereiro, ex-presidente negou ter importunado baleia jubarte durante um passeio de moto aquática.

O inquérito conduzido pela Polícia Federal em São Sebastião, que investigava se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incomodou uma baleia jubarte durante um passeio de moto aquática no litoral de São Paulo, foi concluído.

Tanto Bolsonaro quanto seu conselheiro e advogado, Fabio Wajngarten, ex-líder da Secretaria de Comunicação do governo federal, que estavam na viagem e também precisaram fornecer explicações sobre o caso, não foram acusados.

O Ministério Público Federal já está com o inquérito, onde tem três opções: solicitar o arquivamento, apresentar uma denúncia ou pedir diligências complementares.

O representante legal do ex-presidente, Paulo Bueno, declarou em comunicado que “além das evidências de fato, resta evidente que os investigados não tinham consciência da possível ilicitude da conduta. Mais uma vez, a máquina estatal sendo mobilizada (a partir de representação do Ibama) sem necessidade, gerando inclusive custos ao Estado absolutamente descabidos”.

Depoimentos à PF

No dia 27 de fevereiro deste ano, depoimentos foram prestados à Polícia Federal em São Paulo por Bolsonaro e Wajngarten. Após o depoimento, Daniel Tesser, advogado que também representa o ex-presidente, afirmou que assistiu a um vídeo que faz parte do inquérito. Ele confirmou que era o cliente dele na moto aquática, entretanto, negou que tenha incomodado a baleia.

De acordo com Eduardo Kutz, o advogado que defendeu Wajngarten, este negou qualquer perturbação ao animal. Ao deixar a sede da Polícia Federal, Kutz declarou que não houve qualquer assunto que pudesse incriminar seu cliente e considerou absurdo a necessidade de um depoimento. A defesa alega que, na ocasião, Wajngarten estava ocupado reparando outra embarcação que tinha areia no motor.

O ex-presidente permaneceu na central da PF por um período de duas horas e deixou o local aproximadamente às 15h45, sem conceder declarações à imprensa.

A Polícia Federal em São Sebastião iniciou o inquérito e o delegado encarregado foi à capital para conduzir as oitivas.

Fonte: Portal-Site Jornal Contra Fatos