Barroso se cala sobre vistos e nega ironia em resposta a sanções dos EUA ao STF
Questionado sobre a possibilidade de recurso contra a decisão dos EUA, Barroso disse que tem observado o tema com cautela.

Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se absteve de comentar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de revogar os passaportes de oito ministros do Tribunal, fundamentada em um dispositivo legal frequentemente aplicado contra autocracias.
A medida foi adotada por Trump em resposta aos abusos do Supremo contra empresas e cidadãos americanos. A resposta de Trump também está relacionada à “perseguição política” iniciada pelo Judiciário brasileiro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de Barroso, tiveram os vistos cancelados os ministros:
· Edson Fachin, vice-presidente do STF;
· Alexandre de Moraes, ministro do STF;
· Dias Toffoli, ministro do STF;
· Cristiano Zanin, ministro do STF;
· Flávio Dino, ministro do STF;
· Cármen Lúcia, ministra do STF; e
· Gilmar Mendes, ministro do STF.
Somente André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, os ministros, não constam na lista de sancionados dos EUA.
“Esse é um assunto que nós não estamos comentando aqui, mas estamos observando os acontecimentos”, disse Barroso ontem, segunda-feira (21), depois de participar de um evento da OAB do Ceará, em Fortaleza.
Barroso negou ter ironizado sanção de Trump
Na entrevista, Barroso negou ter proferido a frase “sempre haverá Paris”, que foi creditada a ele pelo jornal Valor Econômico após o anúncio das autoridades americanas.
“Eu nunca disse que ‘sempre haverá Paris’”, afirmou. “Trato esse assunto com importância e seriedade, mas ainda não é hora de comentar.”
De acordo com o jornal, a frase que Barroso teria dito sob reserva foi em resposta a um questionamento sobre o cancelamento dos vistos.
A citação faz referência ao filme “Casablanca”, de 1942, sob a direção de Michael Curtiz e com Humphrey Bogart, Ingrid Bergman e Paul Henreid no elenco.
Ministro disse que STF não interfere nos outros Poderes
Indagado a respeito da chance de apelação contra a resolução americana, Barroso afirmou que tem analisado o assunto com prudência.
O presidente do STF também rejeitou a ideia de que o Tribunal esteja se intrometendo nos outros Poderes. “Estamos apenas cumprindo o nosso papel como a Constituição e a legislação brasileira determinam”, declarou Barroso. As informações são da Revista Oeste.
Fonte: Portal-Site Folha Destra



