sábado, abril 18, 2026
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Mais de 8 mil advogados defendem Bolsonaro e classificam acusação como “crime impossível”

Movimento afirma que julgamento atinge toda a direita e denuncia uso político da ação penal.

O Movimento Advogados de Direita Brasil, que reúne mais de 8 mil membros, divulgou ontem, terça-feira (02), uma nota em que expressa “profunda preocupação” com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (foto) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Bolsonaro, também são réus por suposta tentativa de golpe de Estado os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Casa Civil) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o tenente-coronel Mauro Cid.

No texto, a entidade sustenta que a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não se enquadra como tentativa de golpe, mas como “crime impossível”, previsto no artigo 17 do Código Penal.

“Os fatos de 8 de janeiro carecem de meios idôneos e de probabilidade concreta de consumação”, diz o documento, divulgado pela Revista Oeste.

O grupo afirma ainda que a ação penal viola princípios constitucionais como o devido processo legal, a ampla defesa e o juiz natural. Critica também o peso das decisões monocráticas no STF, que, segundo os advogados, fragilizam a colegialidade e empurram o tribunal “na direção de um tribunal de exceção”.

Crítica ao viés político

A nota também rebate declarações públicas que falam em “derrotar o bolsonarismo” ou “empurrar o extremismo para a margem da história”. Para os advogados, essas expressões revelam “um projeto de domesticação cultural” e reforçam a ideia de que o processo se transformou em instrumento político.

“Não se julga apenas Jair Bolsonaro: julga-se a própria direita, um segmento inteiro que ousa pensar e agir fora do padrão imposto”, afirma o texto.

O manifesto termina com uma citação de Rui Barbosa e um apelo para que o julgamento seja conduzido estritamente dentro da legalidade: “com a lei, pela lei e dentro da lei — e que a verdade viva para sempre”.

Fonte e foto: Portal-Site Contra Fatos