Capitão da Guarda Nacional Francisco Martins do Couto

Nascido em 15 de março de 1842, no município de Barbacena, Francisco Martins do Couto veio para Além Paraíba por volta de 1845, quando seus pais, Antônio Martins do Couto e Dona Maria Victória de Jesus (Ferreira da Fonseca), receberam uma sesmaria no Ribeirão da Conceição e construíram a Fazenda da Conceição.
Era de feitio modesto e tratamento simples, muito estimado pelas suas aprimoradas qualidades de honradez e trabalho, legando à sua família apenas um passado cheio de retidão e probidade.
Militou na política do município, sempre ao lado daqueles que propugnaram pelo seu desenvolvimento e pela sua grandeza, tendo recebido o título de Capitão da Guarda Nacional pelo Imperador do Brasil, D. Pedro II. Foi casado com a prima Dona Anna Cândida da Costa Couto (Donana), filha de Júlio Aureliano Couto e Dona Anna Cândida da Costa, proprietários da Fazenda do Monteiro (sesmaria concedida no Ribeirão da Conceição, em 1817). Capitão Francisco Martins do Couto e Dona Anna Cândida da Costa Couto tiveram os seguintes filhos:
· Dona Maria Natalina Martins Fortes, a Dona Sinhá, casada com o comerciante libanês Capitão Jorge Fortes, proprietário da Fazenda da Prata, pais de Anita, José, Francisco, Antônio, Nair (Fortes Abu-Merhy), Elvira, Maria de Lourdes (Fortes) e Oscar (Martins Fortes, proprietário da antiga Casa América, pai de Marcelo, Mauro e Mara de Castro Fortes);
· Eduardo Martins do Couto, fazendeiro na cidade de Resplendor, Minas Gerais;
· Simplício Martins do Couto, fazendeiro em Benjamin Constant, casado com Dona Guilhermina Couto;
· Dona Laudelina Martins da Costa, casada com Pedro Costa, fazendeiro em Chiador, Minas Gerais;
· Dona Cândida Martins da Costa, casada com Agilberto Costa, fazendeiro em Juiz de Fora, Minas Gerais;
· Dona Bernardina Martins Coutinho, casada com o Cel. Rufino Coutinho, fazendeiro em Penha Longa, Minas Gerais.
O Capitão da Guarda Nacional Francisco Martins do Couto faleceu na Fazenda da Prata, próximo à Estação Ferroviária de Benjamin Constant, no dia 28 de outubro de 1933. Foi sepultado no Cemitério da Irmandade do Santíssimo, em Além Paraíba.

Vale lembrar que o Cemitério da Irmandade do Santíssimo, em Além Paraíba, mesmo tendo perdido muito de sua originalidade é ainda uma grande fonte de pesquisa e referência histórica de nosso município. Seus jazigos antigos precisam ser preservados e não substituídos por novos, como vem acontecendo no passar dos últimos anos. Fica o alerta para os atuais provedores desta centenária Irmandade, que é centenária. A responsabilidade deve prevalecer acima de qualquer coisa…
Texto de Mauro Senra / Fontes da pesquisa: livro “Famílias que povoaram a Zona da Mata”, de Mauro Senra. – Jornal Além Parahyba, ano de 1933.
Publicado na Edição nº 303 do Jornal Além Parahyba, de 06/12/2004



