sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Lacração / Havaianas: tiro no pé

OPINIÃO

Por Rodrigo Constantino (*)

É preciso ter titica na cabeça para fazer uma campanha que deliberadamente rifa mais da metade da potencial clientela, só por motivos políticos. (Foto: Reprodução/Havaianas no Instagram)

O que deu na cabeça dos marqueteiros da Havaianas?! A marca de chinelos de borracha resolveu usar a artista petista Fernanda Torres para sua campanha de fim de ano, e com uma mensagem bizarra: não entrar no ano novo com o pé direito! Afinal, esquerdistas não querem saber de endireitar coisa alguma.

Claro que a campanha teve efeito bumerangue. A marca foi “cancelada” por inúmeras pessoas, e vários vídeos revoltados viralizaram. É preciso ter titica na cabeça para fazer uma campanha que deliberadamente rifa mais da metade da potencial clientela, só por motivos políticos.

Aqui em casa a Havaianas não entra mais. Não será um grande esforço: os chinelos são um tanto vagabundos, especialmente para o preço cobrado. Nos Estados Unidos, um par chega a custar mais de US$ 20, ou seja, mais de cem reais!

A dona da marca, a Alpargatas, pertence ao grupo Itaú. Seu CEO foi do conselho do Lula. O próprio banco tem sócios importantes que vivem defendendo o PT. O boicote, portanto, nem deveria ficar restrito aos chinelos de PVC, mas ao próprio banco. Quem lacra não lucra!

Érika Hilton saiu em defesa da Havaianas, mas o que chamou a atenção foi o tamanho do seu pé. Certas coisas o movimento trans não consegue mudar. Enquanto isso, a marca concorrente, Ipanema, já surfa na onda e tenta capturar os clientes insatisfeitos com a guinada ideológica.

No capitalismo é assim mesmo: cada um é livre para escolher, e posicionamentos políticos têm consequências. Parece que a empresa já se deu conta da burrada, apagou a campanha e trancou os comentários, mas é tarde demais. O estrago está feito. Talvez a marca pudesse mudar de nome para Havanas. Fernanda Torres coleta seu cachê capitalista e vende socialismo para os otários…

Aqui em casa a Havaianas não entra mais. Não será um grande esforço: os chinelos são um tanto vagabundos, especialmente para o preço cobrado. Nos Estados Unidos, um par chega a custar mais de US$ 20, ou seja, mais de cem reais! Era só o valor da marca mesmo, pois o custo de produção não deve passar de dois dólares. Só que agora a marca está chamuscada. Que venda só para a turma petista. Vamos ver se é suficiente…

(*) Rodrigo Constantino é economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”.

Fonte: Gazeta do Povo