‘Chá de cadeira’: Marília Campos cobra posicionamento de Pacheco sobre disputa ao governo de Minas
Definição sobre Palácio Tiradentes influencia na escolha do nome para concorrer ao Senado, cargo pleiteado por prefeita de Contagem.

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), continua na expectativa de que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) concorra ao governo de Minas sendo apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da proximidade com o parlamentar, ela “alfinetou” Pacheco durante entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO, dizendo que ele estaria fazendo ela e integrantes do PT tomarem um “chá de cadeira” por conta da indefinição.
A cobrança para que Pacheco se decida também ocorre porque uma possível candidatura de Marília ao Senado em 2026 depende da chapa do PT em Minas. A prefeita quer que o partido se decida sobre a câmara alta até fevereiro, mas também pressiona o senador para que haja uma resposta.
“Desde o ano passado que eu não tenho me encontrado com o Rodrigo. Eu fico até um pouco aborrecida com isso, porque eu gosto de estar com ele, de conversar com ele, de tentar influenciá-lo, mas ele não me deu chance”, brinca. “Ele me deixou no chá de cadeira junto com muita gente, e a gente está nessa expectativa de que ele venha.”
Marília considera Pacheco como um “grande quadro político” para concorrer ao governo de Minas e formar palanque para Lula no Estado. Entretanto, caso o senador, de fato, não leve a candidatura adiante, a chefe do Executivo de Contagem também defende o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que já se lançou como pré-candidato.
“O Pacheco teve um importante papel no cenário nacional, e o Kalil é um bom gestor, teve um grande papel na disputa aqui. Inclusive, quando Lula foi eleito presidente (em 2022), foi ele que foi candidato ao governo e nos ajudou muito nessa disputa. Então, sempre foi um aliado de primeira hora. Eu espero que, se Pacheco não vier, que Kalil assuma essa tarefa”, defende.
Marília volta a descartar candidatura ao Palácio Tiradentes: ‘quero novos desafios’
Na busca do PT por um candidato para apoiar ao governo de Minas em 2026, Marília Campos chegou a ser cogitada por uma ala da legenda para a disputa. Entretanto, a prefeita de Contagem reforça que não deseja concorrer ao Palácio Tiradentes e que a intenção, de fato, é o Senado Federal.
“O meu nome foi cogitado para o governo também, mas eu não quero, porque eu quero novos desafios”, diz.
Marília está no quarto mandato como prefeita de Contagem. Ela foi eleita para o cargo pela primeira vez em 2004 e reeleita em 2008. Se candidatou novamente em 2020, venceu o pleito e renovou a cadeira na administração municipal por mais quatro anos em 2024.
“Eu já tenho um certo esgotamento nesse dia a dia de estar no Executivo, nesse perfil de Executivo. Eu quero ser desafiada. E o Senado me desafia mais”, afirma. “É claro que a gente faz o que a gente precisa fazer. Mas nós temos dois bons candidatos para o governo. Então, eu deixo para eles essa bola: ou para o Pacheco, ou para o Kalil.”
Fonte: O Tempo



