O preço da loucura (e o peteleco no Rei)
OPINIÃO
(*) Autor desconhecido

Amigos, o amor é uma doença. E o Flamengo, ah, o Flamengo é uma febre que não passa, uma obsessão que corrói a alma e esvazia os cofres.
Dizem as más línguas — e as boas também — que o Lucas Paquetá quer voltar. Dizem? Não! O rapaz decretou greve em Londres! Ele olhou para aquele céu cinzento da Inglaterra, sentiu o frio úmido nos ossos, olhou para a tabela onde o West Ham agoniza e disse: “Basta! Eu quero o calor do Maracanã!”.
E não pensem os senhores que ele está voltando por falta de opção. Não! A notícia que chega é humilhante para os ingleses e gloriosa para nós. O Chelsea bateu na porta dele. O Tottenham implorou. O Aston Villa ofereceu caminhões de libras. Três gigantes da Premier League, três potências mundiais querendo o seu futebol.
E o que fez Lucas Paquetá? Ele deu de ombros! Ele virou as costas para o dinheiro do Chelsea, ignorou a pompa do Tottenham. Ele disse “NÃO” para a maior liga do mundo porque preferiu dizer “SIM” para o Flamengo. Isso não é uma escolha profissional, é um ato de fé! É um peteleco na orelha do Rei Charles!
Mas aí, meus amigos, entra o vil metal. O Flamengo, esse gigante que dorme em berço de ouro, colocou na mesa uma obscenidade: duzentos e cinquenta e um milhões de reais. Quarenta milhões de euros.
Vocês têm noção do que é isso? É uma montanha de dinheiro capaz de fundar uma pequena república. A diretoria está disposta a rasgar o cofre, a cometer uma loucura financeira em nome da estética. E os puritanos, com suas calculadoras frias, gritarão: “É muito caro! É um absurdo!”.
Mas eu pergunto aos senhores, com a mão no coração: quanto custa a magia? Quanto vale ter um jogador que rejeita a Europa inteira só para sentir o cheiro da grama da Gávea? O talento, essa coisa imponderável que faz a arquibancada suspirar, tem preço de tabela FIPE?
Imaginem, apenas fechem os olhos e imaginem… O Filipe Luís na beira do campo, com a elegância de um lorde. E lá dentro, a trindade profana: Jorginho, o motorzinho incansável; Arrascaeta, o gênio tímido; e ele, Lucas Paquetá, o mago irreverente.
Isso não seria um meio-campo. Seria um atentado ao pudor! Seria uma covardia com os rivais, um bullying futebolístico. Taticamente? Um risco, talvez. Financeiramente? Um suicídio, dirão alguns. Mas esteticamente? Ah, meus amigos… esteticamente seria a perfeição. O Flamengo de 2026 não quer apenas vencer; quer esmagar a mediocridade.
O relógio tiquetaqueia. A janela fecha dia 31. O José Boto já costurou o acordo, o cheque está preenchido e a caneta está tremendo na mão do Presidente BAP.
E você, torcedor que paga o ingresso e sofre na chuva: você assinaria esse cheque? Você traria o Paquetá a peso de ouro ou acha que a nova diretoria enlouqueceu de vez?
Eu? Eu sou apenas um cronista das paixões. Mas se a loucura veste rubro-negro, ela deixa de ser loucura e vira destino.
Assina logo, BAP! Traz o homem, pelo amor de Deus!
(*) Texto extraído da Rede Social (grupo Ser Rubro-Negro acima de tudo), sem menção ao nome do autor. / Foto: Grupo “Ser Rubro-Negro acima de tudo”



