Tirando o Chapéu…
OPINIÄO DO EDITOR
Por Flávio Senra (*)

“Tirar o chapéu” é uma expressão idiomática que significa admirar, elogiar ou reconhecer o mérito de alguém ou algo extraordinário, vindo do antigo costume de tirar o chapéu como gesto de respeito e reverência. A expressão também pode se referir ao gesto literal de tirar o chapéu em situações sociais ou religiosas para mostrar respeito, humildade ou saudação. (Google – Wikipedia)
Desde que assumimos a direção e linha editorial deste veículo de comunicação – JORNAL ALÉM PARAHYBA, isso há 33 anos, nossa maior preocupação foi, além de estar sempre ao lado da verdade dos fatos e da ética profissional que nem sempre é seguida, principalmente nos dias de hoje, por grande parcela dos demais veículos brasileiros, foi não seguir qualquer tipo de alinhamento com os detentores do poder, em especial, aqueles que integram os poderes Executivo e Legislativo do cenário político do município onde temos nosso endereço.
A linha adotada nos trouxe inúmeras retaliações, já que todos os Chefes de Executivo Municipal, sem exceção, e seus apadrinhados que atuaram com cargos, mesmo os de baixo escalão que se sentavam num pseudo trono que lhe eram oferecidos, sempre nos tiveram como “inimigos declarados” devido as verdades que nossas linhas mostravam ao público leitor. Vale ressaltar, nossas críticas, era nossa preocupação maior, sempre tiveram por mote principal alertar e mostrar quais era as necessidades maiores do povo, principalmente os menos favorecidos pela sorte.
Sofremos inúmeras perseguições, pedidos de resposta nem sempre condizentes com as verdades que proferimos e apresentamos, olhares furiosos com sinais latentes de sangue, críticas infundadas, até mesmo ameaças verbais e físicas, mas nunca dobramos nossa cabeça ou aceitamos ser subjugados por A ou B.
Interessante, vale a pena relatar, esses mesmos detratores, quando fora do poder, numa tentativa de apagar, a bem da verdade tentar ou nos fazer esquecer as perseguições, passavam a elogiar o nosso posicionamento e linha de atuação, alguns até mesmo tentando nos oferecer recursos e apoio financeiro, o que não era aceito já que sabíamos bem com quem estávamos lidando.
Tal forma de atuar não quer dizer que ficávamos alheios, sem nos posicionar nos processos eleitorais realizados nesse longo período, sendo que em algumas vezes até mesmo o nosso apoio foi direcionado a alguns de, como citado anteriormente, nossos anteriormente detratores. Sempre tivemos uma preocupação com os planos de governo dos candidatos, e aqueles que apresentavam o que entendíamos como melhor opção recebiam no nosso apoio pessoal e incondicional, sempre de forma gratuita. Não sabemos se foi bom ou ruim, mas nenhum de nossos candidatos lograram êxito em suas campanhas, alguns deles até conquistando os cargos em outras ocasiões quando nossos escolhidos foram outros.
No último processo eleitoral levamos o nosso apoio, mais uma vez, a um candidato que acabou sendo derrotado – o médico Dr. Rafael Gracioli. Tentamos até certa vez, numa única ocasião antes de todos os candidatos confirmarem suas candidaturas, alinhar o nome do médico com o do candidato vencedor, no caso específico o então, hoje aposentado, delegado de polícia Dr. Paulo Henrique Marinho Goldstein. Foi uma conversa boa apesar de rápida, tipo 15/20 minutos, no saguão do edifício onde então tinha residência, na Avenida Dezoito de Julho. Infelizmente, ou talvez felizmente, Dr. Paulo, assim como Dr. Rafael, já tinha sua meta traçada.
Bola pra frente, o processo seguiu adiante e o resultado todos sabem qual foi…
Tão logo assumiu o cargo, como sempre abrimos espaço para o novo governante que nos recebeu para uma entrevista em seu gabinete onde falou de seus planos e mostrou as dificuldades encontradas. Colocando-se aberto às críticas que pudessem ocorrer no decorrer de sua caminhada, salientou que todas as vezes que julgássemos como necessárias as portas de seu gabinete estariam abertas.
De lá para cá, não temos conhecimento qual a forma como Dr. Paulo age com os demais veículos de comunicação, só temos a relatar que com urbanidade todas as vezes que buscamos informações sobre sua gestão obtivemos respostas. Ao contrário das gestões anteriores, em momento alguns fomos tratados como inimigos ou adversários, mas sempre obtivemos respeito, atenção e, o que tem sido de suma importância, total transparência.
Pelas dificuldades encontradas, com um orçamento apertado e preparado por uma equipe que mostrou apenas dificultar e criar obstáculos nos primeiros passos de uma nova gestão que teria que enfrentar uma verdadeira sensação de terra arrasada, podemos afirmar que o primeiro ano do mandato de Dr. Paulo Goldstein sobreviveu e alcançou muitas vitórias em favor do povo alemparaibano, o que dá esperança de que muito ainda virá acontecer.
Não esperávamos tanto, mas de uma coisa estamos certos: Dr. Paulo Henrique Marinho Goldstein começa a traçar uma bela história dentro do cenário político alemparaibano, diferente dos demais que o antecederam já que, é o que enxergamos, sem perseguições para quem quer que seja.
E com o sempre dizia um dos maiores comunicadores do cenário televisivo brasileiro, Raul Gil, ao atual prefeito de Além Paraíba temos que “tirar o chapéu”.
FUI!!!
(*) Flávio Senra é o Editor do Jornal Além Parahyba desde junho de 1993



