Temporal provoca mortes, desaparecidos e calamidade pública em Ubá
Chuva de 170 mm em poucas horas provocou mortes, desaparecidos, desabamentos e levou o município a decretar calamidade pública.


Ubá, cidade distante 124 quilômetros de Além Paraíba, Ubá enfrenta, desde a madrugada de terça-feira (24), uma enchente de grandes proporções após a forte chuva que atingiu toda a região na tarde e noite de segunda-feira (23).
O cenário é de destruição, com comércios invadidos pela água e prejuízos considerados incalculáveis. Nas redes sociais, moradores relatam que pessoas teriam ficado presas em veículos que foram tomados pela água.
A Avenida Beira Rio, principal via da cidade, registrou mais de dois metros de água acumulada. Segundo a Prefeitura, foram cerca de 170 milímetros de chuva em aproximadamente três horas e meia, causando alagamentos generalizados e danos severos em diversas regiões.
De acordo com medições realizadas na área central, o Rio Ubá atingiu 7,82 metros, inundando ruas, bairros e estabelecimentos comerciais, além de comprometer serviços essenciais.
Mortes, desaparecidos e ocorrências
Dados preliminares divulgados pela administração municipal confirmam seis mortes e duas pessoas desaparecidas em decorrência do temporal. O número de desabrigados e desalojados ainda não foi consolidado.
Entre as vítimas, está um homem com idade entre 45 e 55 anos, que morreu após sofrer uma descarga elétrica ao passar por um ponto com fio energizado dentro da água. Informações sobre as demais vítimas ainda não foram detalhadas.
Até a tarde de ontem, terça-feira< foram registradas 18 ocorrências, incluindo salvamentos e resgates realizados por equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.
Desabamentos e pontes destruídas
A força da enxurrada provocou o desabamento de três imóveis na Avenida Cristiano Roças e de uma residência na Rua da Harmonia.
Além disso, três pontes foram totalmente danificadas:
· Ponte Major Siqueira (Avenida Cristiano Roças);
· Ponte da Rua dos Viajantes (Centro);
· Ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida (Bairro Industrial).
Outras estruturas permanecem interditadas preventivamente para avaliação técnica.
Calamidade pública decretada
Diante da gravidade da situação, o prefeito José Damato Neto assinou o Decreto de Calamidade Pública nº 7.674/2026, permitindo agilizar medidas emergenciais e a solicitação de apoio estadual e federal.
“Ubá hoje se encontra destruída, é a maior tragédia da história da nossa cidade. Fomos acometidos por uma precipitação de cerca de 170 mm em 3 horas”, lamentou o prefeito em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte.
A Defesa Civil Municipal ativou o Plano de Contingência e instalou uma Sala de Crise na sede da Guarda Civil Municipal, onde funciona o Sistema de Comando de Operações para coordenar ações de resgate, assistência humanitária e restabelecimento dos serviços.
Uma equipe da Defesa Civil Estadual já se deslocou para reforçar os trabalhos no município.
Limpeza, apoio e suspensão das aulas
Desde as primeiras horas de ontem, equipes da Prefeitura, com apoio de municípios da região, empresas parceiras e voluntários, atuam na limpeza urbana e desobstrução de vias, priorizando áreas críticas atingidas pela lama e pelos detritos.
Como medida de segurança, as aulas foram suspensas em toda a rede municipal.
A Prefeitura solicita doações de água potável, alimentos não perecíveis, materiais de higiene, limpeza e roupas, que podem ser entregues nos seguintes pontos:
· Guarda Civil Municipal — Rua Camilo dos Santos, nº 20, Centro;
· Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social — Praça São Januário, nº 28, Centro;
· Câmara Municipal de Ubá — Rua Santa Cruz, nº 301, Centro.
Situação segue em atualização
Segundo a Prefeitura e a Defesa Civil, os dados ainda são preliminares e podem sofrer alterações, já que há ocorrências em andamento e dificuldades de acesso a algumas áreas afetadas.
Novos boletins oficiais devem ser divulgados conforme o avanço dos levantamentos e das operações de resposta.
Fonte: Com informações e fotos do Portal-Site O Noticiário – Ubá/MG



