João Rozzante

Nascido em Pádua, na Itália, em 16 de julho de 1888, João Rozzante era filho de José Rozzante e Ana Rozzante que, em companhia de cinco filhos, imigraram para o Brasil e fixaram residência em Leopoldina. Sem falar direito a língua portuguesa e sem emprego, o casal foi obrigado a espalhar os filhos para outras famílias de italianos com mais recursos, sendo que João acabou indo viver com a família Mercadante, que o tratou como um filho.
Pouco tempo depois, José Rozzante adoeceu e veio a falecer vítima da Gripe Hespanhola, uma doença epidêmica que tomou conta do Brasil e tirou a vida de milhares brasileiros na época, inclusive do então Presidente da República Rodrigues Alves.
João Rozzante vivia com a família adotiva em Tapirussú, pequena localidade pertencente ao município de Palma (MG), e lá conheceu e se casou com América Pinto Coelho, filha do ourives Antônio Casamiro Pinto Coelho e da professora Maria Carolina Pinto Coelho.
Tempos depois, a família Mercadante, liderada por José Mercadante, mudou-se para Porto Novo do Cunha, em Além Paraíba, onde um grande império industrial foi construído. Entre as empresas do império industrial estava a Serraria Portonovense, onde João assumiu o cargo de sócio-gerente juntamente com Luiz de Marca, Henrique de Marca e José de Marca, este popularmente conhecido como “Juca Barulho”, sendo que mais tarde fundaram a Fábrica de Móveis e a Fábrica de Laminação de Madeiras Brasileiras, dando emprego a muitas pessoas.
Em Além Paraíba João Rozzante foi considerado um verdadeiro pai para os moradores mais carentes do Morro da Conceição, Porto Velho e Jaqueira, sendo que várias famílias dele ganhavam as sobras de madeira das fábricas que eram utilizadas como lenha. João Rozzante era um grande conhecedor de madeiras brasileiras, tendo sido, também, membro da Loja Maçônica Aspásia Hiran do Parahyba, onde foi Venerável.


João Rozzante e América tiveram oito filhos: Zulmira, casada com o torneiro mecânico Geraldo Rodrigues da Silva; Zilda, casada com o ferroviário Manoel Crescêncio de Castro; Judith, casada com o ferroviário Waldemar Rocha; Zanira, professora e bancária; Aparecida, casada com o torneiro mecânico Sevanir Esquerdo; Ruth, casada com o laboratorista Sebastião …; José Rozzante, marceneiro casado com Mires Ribeiro Rozzante; e Antônio Rozzante, torneiro mecânico casado com Araci Machado Rozzante.
Em 28 de agosto de 1954, João Rozzante faleceu. Um jornal alemparaibano, A Gazeta, datado de 5 de setembro daquele ano, assim noticiou sua morte: “Não resistindo a tenaz enfermidade, faleceu às primeiras horas da manhã de sábado o Sr. João Rozzante, bemquistado e conceituado auxiliar da antiga firma José Mercadante & Cia. Residindo de longa data em Além Paraíba, o extinto foi, sem favor, um dos baluartes-móres de seu progresso, cabendo-lhe importante papel à frente de uma de nossas indústrias – a Serraria – à qual deu muito de seu labor e entusiasmo, para coloca-la entre as maiores do Estado. Casado com D. América Rozzante, deixa os seguintes filhos: D. Zulmira Rozante Rodrigues, casada com o Snr. Geraldo Rodrigues; D. Zilda Rozante Castro, esposa do Snr. Manoel de Castro; D. Judite Rozante Rocha, casada com o Snr. Waldemar Rocha; Snrta. Zanira Rozante; D. Maria Aparecida Rozante Esquerdo, casada com o Snr. Sevanir Esquerdo; Snrta. Ruth Rozante; Snr. Antonio Rozante e Snr. José Rozante. Deixa também numerosos netos. Seu sepultamento realizou-se às 5 horas da tarde do mesmo dia, no Cemitério Municipal, com grande acompanhamento.”
Durante toda a sua existência. João Rozzante teve como lema o trabalho, a honra e a honestidade, dedicando todos os seus atos para o bem estar dos seus e do próximo.
Publicado na edição nº 345, de 12/10/2005, do Jornal Além Parahyba



