sábado, agosto 15, 2026
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Suspeita de participar das fraudes investigadas pelo MPMG na operação “Cavalo de Tróia” em Além Paraíba e Laranjal, teria sido provedora do HSS

Operação teve por objetivo apurar possíveis crimes contra a Administração Pública.

Segundo informações do MPMG, na operação “Cavalo de Tróia” deflagrada na semana passada, quarta-feira (08), que teve por objetivo se aprofundar em investigações sobre possíveis crime contra a Administração Pública nos municípios de Laranjal e Além Paraíba, uma das suspeitas teria prestado serviços como provedora na instituição alemparaibana Hospital São Salvador.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão — quatro em Além Paraíba e três em Laranjal — em residências de investigados e sedes de empresas, com apoio das polícias Civil e Militar.

Em Além Paraíba, nas primeiras horas da manhã da quarta-feira, vários veículos das polícias civil e militar estavam estacionadas na Rua Marechal Floriano, proximidades de um posto de abastecimento de combustíveis, chamando a atenção dos transeuntes que passavam em direção ao trabalho.

As apurações começaram após a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé identificar que duas empresas de Além Paraíba passaram a vencer, de forma recorrente, licitações realizadas pela Prefeitura de Laranjal a partir de 2024. Uma dessas empresas, ligada à área de gestão de pessoas, teria sido contratada para administrar o Hospital Municipal de Laranjal, mas teria apresentado atestados de capacidade técnica com informações falsas. Além disso, há indícios de que a empresa, que seria de Além Paraíba, alterou sua atividade econômica dias antes dos processos licitatórios, o que sugere possível acesso prévio às informações dos editais.

A outra pessoa jurídica investigada, também oriunda de Além Paraíba, teria constituído uma aparente sede falsa no município de Laranjal, exclusivamente para se qualificar para participar de licitações cujos editais exigiam localização territorial da empresa próxima ao município.

Mesmo sem comprovação de capacidade operacional, ela participou de processos envolvendo fornecimento de diversos produtos, como materiais de escritório, caixas-d’água, alimentos e até drone pulverizador. Há suspeita de que os atestados técnicos usados por essa empresa tenham sido fornecidos pela outra investigada, indicando possível atuação conjunta.

O MPMG encontrou fortes indícios de superfaturamento e emissão de notas fiscais frias. Segundo o órgão, existiria um relacionamento afetivo entre os representantes legais das duas empresas, o que pode indicar uma estrutura organizada para fraudar licitações. Caso as suspeitas sejam confirmadas, as pessoas envolvidas irão responder por crimes como fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte e foto: MPMG